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(Editorial) Sexto ano de SECA

Fortaleza tem projeto para dessalinizar água do mar, devendo produzir mil litros por segundo, até 2020. Essa tarefa é rotina em vários países, como Israel e Austrália. É salutar no entanto saber que o Brasil tem alternativas, embora bem mais caras.

Por isso chocou frontalmente a cultura da população quando afirmado, na administração de Marcelo Barbieri, que o Daae enfrenta dificuldade por causa da economia do líquido. Saíram com esta pérola: "a população precisa gastar mais água, temos o Aquífero Guarani que é gigantesco". Ora, pode ser gigantesco, mas, é finito, pode terminar a qualquer tempo. Precisamos consumir com responsabilidade.

Uma planta dessalinizadora é complexa, exige tempo e (muito) dinheiro, cerca de R$ 500 milhões. Afora estarmos relativamente longe das águas oceânicas. De qualquer maneira isso terá que ser analisado tempestivamente, em condições reais.

Saindo do abstrato, resta economizar sim e atacar quem ousa defender elevação de faturamento resultante do gasto de água. Esse líquido precioso exige saber e pertinência de pessoas agasalhadas pó rum manto de autoridade.

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