(Editorial) Servidores

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E o aumento dos servidores? Sendo mais fiel aos fatos, não se trata de aumento real, mas reposição do que se perdeu com inflação ao longo dos anos. Pois é, com olhos na perda do valor da moeda, o pedido dos servidores é realmente justíssimo.

Mas inegável que há tantas outras despesas a cargo do município. Então, na equação, entra uma variável básica: vontade política.

Hoje, estamos presenciando um governo que se apresenta popular (embora, atualmente, as bandeiras ideológicas estejam bem bagunçadas), limitando a pretensão de reposição. De outro lado, vemos representantes no Legislativo (de diferentes posicionamentos, inclusive, liberais ou de direita), dando maciço apoio aos servidores.

Parece que é canção repetida, não? O grupo do governo, gritando alto defesa da “responsabilidade fiscal”, contra pedido de reposição total; o grupo da oposição na defesa dos “direitos dos trabalhadores”, em alto e bom som. Se o governo é de esquerda ou direita, as manifestações não costumam mudar muito.

De esquerda ou direita, a propósito, os caros representantes do Legislativo podem fazer valer seu posicionamento em favor dos servidores municipais. Basta que apontem a fonte de recursos, dando segurança na reposição de salários eventualmente aprovada por lei.

Mas a discussão não costuma chegar nesse nível mais técnico: “gasta-se dinheiro, deve-se apontar que exista recurso para cobrir a despesa”. O debate fica raso: responsabilidade fiscal versus direitos dos trabalhadores. Como se apenas isso bastasse ser dito.

E, assim, seguimos com a mesma ladainha superficial. Os servidores/trabalhadores continuam esperando. Ficam ao lado da briguinha política que não tem fim.

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