Acredita-se que grande parte da população brasileira esteja vivendo momentos difíceis, seja na segurança, na educação, na saúde ou na economia.
Na última sessão da Câmara Municipal, o repasse de verbas para a Santa Casa foi tema de um debate polêmico. Segundo informações, a Prefeitura não realiza repasses ao hospital desde janeiro de 2025. Fala-se, inclusive, na possibilidade de fechamento de leitos e na dispensa de funcionários.
A Comissão de Saúde da Câmara Municipal, na quarta-feira desta semana, se mobilizou para levar a questão à Prefeitura, que, no mesmo dia, efetuou o pagamento de dois milhões de reais para evitar as demissões e a redução de atendimentos.
Enquanto isso, muitos cidadãos relatam dificuldades para conseguir leitos de CTI, realizar cirurgias e acessar outros serviços essenciais — problemas que afetam diretamente quem depende do SUS.
A dívida da Prefeitura é de conhecimento público e gira em torno de mais de um bilhão de reais. Ainda assim, a população, com razão, cobra seus direitos, afinal, é contribuinte e financiadora do sistema público.
O que parece faltar ao atual prefeito é uma comunicação mais direta com a população. Ainda mais sendo médico e conhecendo a importância de um atendimento adequado, espera-se que venha a público explicar, de forma clara e contínua, quais pagamentos estão sendo realizados — e quais não estão — especialmente em áreas essenciais como a saúde. Um boletim informativo frequente poderia trazer a transparência que um dia foi prometida.
Quanto aos vereadores, é necessário deixar de lado disputas partidárias e ideológicas para focar na população mais carente, que não tem acesso a planos de saúde e depende exclusivamente do serviço público.
Fica também a pergunta de muitos eleitores que confiaram seus votos às deputadas que representam Araraquara na Alesp: o que está sendo feito, na prática, em favor da cidade?
Em outubro, o país terá eleições para deputados estaduais e federais, senadores e presidente. Cabe à população refletir com atenção sobre suas escolhas. “Ah, mas são todos iguais!” — ainda assim, é preciso escolher com responsabilidade.