A nova administração de Araraquara demonstra boa vontade em manter a cidade mais limpa e organizada.
No entanto, os problemas são inúmeros e não serão resolvidos da noite para o dia. Praças e outros bens públicos, de responsabilidade da Prefeitura, estão recebendo zeladoria dentro do possível, mas o esforço tem se mostrado insuficiente.
Em poucos dias, esses espaços voltam a acumular lixo, muitas vezes descartado por moradores em situação
de rua e por pessoas que vivem nos arredores.
Uma possível solução seria resgatar o modelo do passado, quando cada bem público contava com um funcionário fixo para a zeladoria diária. A presença constante de um responsável ajudaria a inibir descartes irregulares e garantir a manutenção desses locais.
OUTRO PROBLEMA: AS RUAS
No passado, a varrição das ruas e avenidas da cidade era feita diariamente. Hoje, sem essa frequência, a limpeza se torna um desafio constante para um município em constante expansão onde o núcleo municipal é cada vez mais
onerado.
Reformar e revitalizar espaços públicos pouco adianta sem uma manutenção contínua. No momento que a população observa um espaço bem cuidado, em via de regra, tenta manter na mesma situação de quando
deixou.
Por mais que uma manutenção diária não seja possível, buscar algo mensal – por exemplo – não faria mal.
SUGESTÃO
Enquanto não houver uma campanha educativa abrangente, qualquer esforço de zeladoria será temporário, e em pouco tempo os espaços voltarão a acumular sujeira.
A educação da população é o ponto-chave. Campanhas massivas de conscientização, envolvendo escolas, comércios e a própria comunidade, poderiam criar uma cultura de preservação. Afinal, uma cidade limpa não é aquela que mais se varre, mas a que menos se suja.