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(Editorial) Mil partidos

FHC, nesta semana, ao receber prêmio por sua produção acadêmica afirmou, do alto de seu saber e experiência, que "partidos se tornaram apenas siglas". Ele tem razão.

Em cada cidade, grande ou pequena, numa mesma família ou grupo social vê-se com clareza solar a presença de dois ou mais "partidos" ou simplesmente sigla que representa poder de barganha e alguns segundos em horário de rádio e tv. Uma pobreza sem precedentes. Embora enfraquecido pela união dos sem-vergonha e pouco compromisso com a representação legítima do povo, ainda se ouve no horizonte, um grito de liberdade para a democracia ampla, irrestrita e sincera. Efetivamente leal.

O que vemos, hoje, é um amontoado de siglas com agentes políticos anêmicos, em termos de ideal, e morbidamente obesos pela ótica do interesse pessoal e ou grupal.

É triste, mas, obviamente não pode continuar assim. Cada um de nós, ainda amantes da utopia e vestindo a camisa de um mundo representativo melhor e eficaz, como se sintetiza na máxima de que "o poder pertence ao povo e, em seu nome é exercido", temos a responsabilidade de navegar no lago da indignação para chegar ao porto dos que acreditam no amanhã. Os safados que conhecemos ou temos notícias de fontes fidedignas não podem viver como se fossem os donos da verdade e os paladinos deste povo que, por culpa das verbas carreadas de maneira deficiente e ilícita na raiz, por consequente escassez de educação polulam em meio às odiosas trevas da ignorância. Elas precisam ser dissipadas e, acreditamos piamente, podem ser dissipadas tempestivamente.

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