Na edição passada, em que o Dia das Mães foi destaque, o Dr. João Galhardo, exímio escritor e tradicional colunista do Jornal de Araraquara, publicou uma crônica em homenagem às mães.
Sem sequer lerem o conteúdo do texto, alguns usuários das redes sociais, especialmente no Facebook, passaram a cumprimentar a família do escritor, como se ele tivesse falecido.
Evidentemente, a situação gerou desconforto entre familiares, amigos e leitores próximos. Assim que tomou conhecimento do mal-entendido, o jornal publicou uma nota oficial esclarecendo os fatos.
O episódio, porém, leva a uma reflexão séria e preocupante: infelizmente, parte da população já não se dedica a ler e interpretar um texto antes de emitir opiniões ou compartilhar informações. Vivemos tempos de leitura apressada, superficial e muitas vezes guiada apenas por manchetes, imagens ou interpretações precipitadas.
Ler vai muito além de simplesmente decifrar palavras. Ler é compreender ideias, analisar contextos, interpretar informações e respeitar a verdade dos fatos. A ausência desse hábito compromete o debate público, alimenta a desinformação e cria situações injustas e constrangedoras, como a que ocorreu recentemente.
Mais do que nunca, torna-se necessário incentivar a leitura consciente, o pensamento crítico e a responsabilidade ao utilizar as redes sociais. Uma sociedade que lê pouco corre o risco de compreender menos, julgar de maneira equivocada e espalhar informações falsas sem perceber as consequências disso.
Que este episódio sirva de reflexão para todos nós.
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