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(Editorial) Estouro da boiada: oportunismo é gerado no berço do mea-culpa

Jovens enlutaram famílias e mexeram no púlpito de autoridades adormecidas e acostumadas ao "deixa assim pra ver como fica". Quantos morreram para que houvesse a troca de acusações? Dentro da previsibilidade, por que as autoridades deixaram o forno-discoteca arder? Elas, de todos os níveis, contratadas e pagas pelo Poder Público deveriam ter realizado a tarefa preventivamente. Contar mortos, qualquer um sabe. As famílias, os alunos pagam impostos para receber serviço. De preferência de qualidade. Um Atestado de Óbito na juventude não deveria fazer parte do pacote.

O certo é que não fizeram lição de casa e, agora, alguns políticos aproveitadores do clima triste, canalizam lágrimas de mães, pais e irmãos das vítimas fatais para navegar com atitudes oportunistas, demagógicas e eleitoreiras proibindo isso ou aquilo.

Leis estão aí, milhares delas espalhadas pelos municípios brasileiros. Precisamos é de agentes conscientes e responsáveis para que elas sejam cumpridas. Antes de novo incêndio que ceifa dezenas de vidas. Vamos trabalhar, senhores servidores de todos os rincões brasileiros. Principalmente para evitar novos urubus sempre com fome de espetáculos dantescos para aparecer, mostrar angustia popular e ganhar alguns votinhos por conta da próxima eleição.

Na FSP, desta quinta, leitor abre o peito. Vale ler seu depoimento.

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