Talvez um erro estratégico, mas, tudo que Edinho faz ou promete leva a um novo mandato de prefeito. Nesta edição, pegamos carona com o economista Walter Penninck Caetano, diretor da Conam. Consultoria em Administração Municipal, a fim de sublinhar uma proposta que visa recuperar as forças de uma administração eficiente.
“O inchaço da máquina pública é um problema que acomete a maior parte das prefeituras. São elevados gastos com pessoal que compõe a maior parcela de custos das administrações municipais. Com isso, pouco sobra para investir em melhorias à população, especialmente nas áreas que são de responsabilidade das prefeituras. Para resolver esse problema, os gestores precisam arrumar a casa. Mexer, trocar e se desfazer do que não serve e, principalmente, daquilo que só gera despesas desnecessárias.
A solução para esse problema está na capacidade dos gestores de conhecer cada unidade da Administração Direta e Indireta, desde o menor setor até os departamentos e Secretarias, para saber o que fazem e com que eficiência e custo. Só assim é possível avaliar se os serviços que cada unidade presta devem permanecer ou agrupados a outros. O excesso de Secretarias gera custos desnecessários e, de uma maneira geral, a capacidade de um bom gestor não comporta gerir mais de 10 subordinados. Acima disso desperdício e inexistência de controle.
Portanto, recomenda-se aos gestores que avaliem se o número de funcionários é compatível com a necessidade dos serviços, pois, o número ideal de servidores é justamente aquele que promove uma prestação de serviços eficientes. Mas, infelizmente, não são muitos os gestores que se preocupam com eficiência e, por consequência, aperfeiçoamento e treinamento dos servidores. Até porque, outro problema corriqueiro é a criação de cargos e órgãos para acomodar aliados políticos e, assim, garantir melhor governabilidade, já que sem o apoio de grupos políticos, particularmente no Poder Legislativo, o chefe do Executivo não consegue aprovar Planos, Programas e Leis. Naturalmente, a participação dos aliados na administração é uma necessidade. Mas, se a real intenção do gestor for mesmo promover o melhor governo para a cidade e sua população, esse jogo político deve estar sempre sujeito aos princípios de eficiência e também da moralidade.
(*) Walter Penninck Caetano, economista e Diretor da Conam Consultoria em Administração Municipal.