O ex-ministro Sérgio Moro deveria evitar que suas divergências virem munição para os petistas. Cuidar-se também para não servir aos que atacam o governo porque perderam as tetas onde o dinheiro público era mamado via propaganda estatal desnecessária, incentivo cultural a artistas que dele não necessitam e, principalmente, na deslavada corrupção.
Nomear (e demitir) ministros e ocupantes de cargos não concursados é ato discricionário do governante. O “erro” de Bolsonaro foi a “carta branca” a Sérgio Moro. E o de Moro, não considerar que a liberdade total oferecida por um recém-eleito é relativa e sujeita aos percalços.
Votei em Bolsonaro porque, em 2018, era a única opção viável para impedir a volta dos destituídos de 2016, muitos deles processados e condenados. Votaria hoje pela sua reeleição, mesmo com toda a campanha negativa que sofre e seus próprios arroubos. Depois de sua posse, estancou-se a sistêmica corrupção que corroeu o país por décadas e ocorre a reforma do Estado, apesar da dura resistência dos que perderam privilégios.
O fim da barganha de ministérios e cargos públicos por votos parlamentares é uma conquista que o governo proporciona aos brasileiros.
Alimentar a administração pública de quadros competentes (não de meros afiliados políticos) e, de quebra, resgata a independência e a dignidade do Congresso Nacional. Sem a coação para vender seus votos, deputados e senadores restam libertos para legislar, fiscalizar os atos governamentais e honrar as promessas feitas ao eleitorado.
Em 2022, com certeza, Jair Bolsonaro será candidato à reeleição. Dependendo do rumo que der à vida, Sérgio Moro também poderá concorrer à presidência. Torcemos que, além dos dois, outras lideranças surjam competitivas. Isso dará mais alternativas ao eleitor e, como lucro, fortalecerá a judiada democracia brasileira.
(Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação dos Policiais Militares de São Paulo)