A sociedade brasileira passa por mudanças especialmente com a modernização da Previdência Social aspirando aposentadoria equiparada nos setores público e privado. A mudança é vital, mas, o governo acabou cedendo a insistentes pressões de deputados e senadores, estimulados por estridentes sindicalistas que se unem para não perder a grana de "um dia do trabalhador" que, como gravidade, cai em cofres sem nenhum acompanhamento oficial.
Se é verdade que "em 10 anos a Previdência responderá por 80% de todas as despesas do governo, restando apenas 20% para suprir as demais demandas estruturais e sociais", caberia ao governo denunciar a pressão irresistível e colocar o povo ao seu lado para inibir eventuais aproveitadores que combatem ferozmente a força das mudanças.
Quase todo dia uma
novidade derruba o
astral dos brasileiros
Não está fácil ficar em pé diante das dificuldades econômicas. Ainda mais com derrapadas de um número enorme de políticos, embora profissionais.
Enquanto a reforma eleitoral não é discutida seriamente, enquanto o número de deputados, vereadores e uma multidão de assessores ficam à margem das transformações urgentes (todos pagos regiamente com nossos impostos), vamos bater na tecla do autocontrole diante dessa janela traumática. Temos que ser gestores da emoção e buscar apoio na atividade física e mental para suportar o tranco. Não podemos esbarrar em transtornos, como a síndrome do pânico. Não merecemos mais sofrimento, temos que ser autores da própria história para combater, com ajuda divina, a insegurança coletiva para inibir a ansiedade.
Mais fácil, no entanto, é lutar pela transformação e votar com responsabilidade cidadã. Colocar na urna o nome dos mesmos políticos, com vícios compilados ao longo dos anos, não é inteligente. Afinal são pagos por todos nós… dinheirinho suado e sofrido diante de 14 milhões de desempregados, irmãos angustiados com um amanhã incerto e não sabido. Precisamos de mudança.