O araraquarense já sabe: os cofres da Prefeitura estão raspados. Mas a verdade é que a população não quer desculpas, quer soluções. O básico não está sendo feito em muitos pontos da cidade.
Primeiro tratando dos funcionários públicos, já existem boatos nos corredores da Câmara Municipal como a Prefeitura está tendo que realocar valores em busca de ter a capacidade de pagar seus funcionários.
Também nesse mês houve a retirada nos 40% da insalubridade de vários funcionários da saúde – que por sua vez – defendem como deveria retornar aos 20% (como era antes da pandemia).
Segundo, o fato de muitos serviços estarem “descontinuados” por conta de licitações que não foram feitas cedo o suficiente para não prejudicar o fornecimento. Um grande exemplo disso é o fornecimento de cestas básicas que – segundo a própria Prefeitura – teve um déficit de cestas, pois já havia necessidade de se fazer outra licitação já que a última “expirou”.
E terceiro, como o serviço de zeladoria que foi tão defendido durante a campanha se mostra cada vez mais semelhante ao que era na gestão passada, enquanto as mesmas respostas são ouvidas quando reclamamos: “vamos encaminhar ao setor competente”. Mas nada acontece.
Falta gestão, falta comando e, acima de tudo, falta respeito com quem paga impostos e não vê retorno. O abandono
é visível, a indignação cresce a cada dia e Araraquara pede socorro.
Como os cofres estão em crise, falta também uma assessoria clara e transparente para mostrar à população o plano que o Executivo tem para levantar o município e, caso o plano ainda não exista, solicitar ajuda e convocar os cidadãos a colaborar.
Araraquara não pode se afundar. É hora da Prefeitura ouvir o grito de socorro antes que seja tarde demais.