(Editorial) Amor incondicional

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Durante a pandemia, com o “fica em casa”, muitas pessoas se sentiram sozinhas (distantes da família e amigos). Para compensar, muitos recorreram à adoção de “pets”, que, por sinal, possuem amor incondicional, sem cobranças e nem mau humor. Viraram verdadeiros companheiros.

Mas existe uma questão a considerar: será que, após a volta à “vida normal”, esses salvadores da sanidade mental (contra solidão) continuarão a receber a mesma atenção e gratidão de quem os adotou? Bom, acreditamos que a maioria dos que adotaram, sim: continuarão com a mesma atenção. Mas há sempre a ingratidão de alguns.

Isso pode ser muito problemático. A imagem tradicional dos animais como “coisas” tem sido duramente combatida em vários países. Há defensores de que a diferença entre animais não humanos e animais humanos seja simplesmente grau de consciência e inteligência.

Contudo, animais não humanos, em geral, mais ou menos, possuem demonstração afetiva, de ligação com família ou algum núcleo; muitos são extremamente sociáveis. Algumas espécies formam casal para a vida. Tantos animais não humanos demonstram sofrimento com a morte de outros. Enfim, exemplos não cessam.

E os “pets” não são diferentes: gatos e cães, para lembrar os mais comuns, mostram lindamente vínculo com seus tutores. O sentimento, portanto, nos animais não humanos soa indiscutível.

Isso explica a necessidade de sermos muito responsáveis na adoção. Não se adota uma “coisa”, mais, sim, um ser vivo. Muito parecido conosco: igualmente, um animal, mas não humano. Um outro ser vivo que divide (nasceu, cresceu e irá morrer) no nosso planeta em comum.

Observe se seu vizinho ou mesmo amigo age responsavelmente. Se notar uma conduta abusiva, não se omita: denuncie. Lembremos que temos que ser a voz dos animais não humanos.

Na página GEPOL, trazemos todo esclarecimento: o que é considerado “maus tratos”, e também, o caminho para fazer denúncias.

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