Edinho sofre de um grande mal

É verdadeiramente pesaroso verificar o estrago perpetrado por assessores que não sabem dimensionar a sua posição hierárquica. Talvez até pelo excessivo clima democrático o limite do contraditório fica difuso, mas, alguém já disse que o excesso, qualquer que seja, não faz bem, desconstrói e estressa a relação. Infelizmente, esse mal ataca dirigentes sem luz própria e com escassez de carisma para fomentar políticas públicas. Sem competência para comandar a orquestra público-administrativa. Não é o caso de Edinho, eleito pelo povo e com excelente caixa de ferramenta para cumprir o mandato outorgado. Por isso, a manchete da edição passada contextualizada na afirmação de que Edinho não precisa de inimigos. O seu secretário da Fazenda e presidente do Diretório Municipal do PT assinou manifesto, de discutível pertinência, na recepção ao governador Alckmin. Não só pela deselegância política, considerando que o prefeito é do PT, mas, pela oportunidade de federalizar o pleito municipal. Os opositores não sabiam que tinham um enorme apelo publicitário nas mãos…

Depois desse escorregão, quando se esperava que o episódio tivesse servido de lição, ainda mais num ano tão sensível como 2004, a imprensa diária abre espaço ao presidente da Companhia Tróleibus Araraquara para asseverar, com todas as letras, que a reativação do Terminal Central de Integração é um erro e a decisão do prefeito Edinho é “apenas política”.

E o presidente da CTA, após outras argumentações contrárias à suposta pretensão do Executivo, afirma que “são comerciantes que têm estabelecimento alí (Terminal de Integração), são trabalhadores que param para beber e querem voltar para casa pagando uma passagem só. Eram pessoas beneficiadas pelo Terminal fechado”.

Edinho tem liderança e cacife para nova disputa eleitoral, mas, urgem providências dentro de sua casa. Os desacertos vernaculares, com notória escoriação à administração municipal – agregadas pelas naturais investidas da oposição – podem inviabilizar seu projeto político ou, pelo menos, tornar mais difícil a sua caminhada em busca da vitória. E olha que a oposição (leia reportagem à página 4) ainda nem entrou em campo…

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