Luigi Polezze
Na última segunda-feira, o Jornal da EP veiculou mais um capítulo da série de reportagens sobre a atual situação da Casa dos Cegos, antigo Instituto Santa Luzia, em Araraquara. Desta vez, quem falou foi Emerson Amaral, atual diretor administrativo da instituição, que respondeu às acusações levantadas por ex-internos e antigos colaboradores.
Durante o programa, Emerson afirmou que a situação enfrentada pela instituição é crítica, especialmente pela falta de recursos financeiros e de pessoal. Segundo ele, a presença de membros de sua própria família na administração se dá por falta de alternativas e não por favorecimento pessoal, como chegou a ser sugerido.
O diretor também pontuou que grande parte das atividades na Casa dos Cegos é realizada de forma voluntária, e que ele mesmo não recebe privilégios, ao contrário do que chegou a ser insinuado.
Outro ponto importante abordado por ele foi a herança deixada pela antiga gestão. Amaral alegou que a atual administração recebeu a entidade sem verbas suficientes e com pouca estrutura, o que teria dificultado ainda mais a reorganização dos serviços e do cuidado com os internos.
A reportagem também destaca que o Ministério Público está acompanhando o caso, e que novas medidas poderão ser adotadas após apuração completa dos fatos. A expectativa é de que a justiça avalie com clareza a real situação da Casa dos Cegos e as responsabilidades envolvidas.
Enquanto isso, o caso segue em investigação, e a população aguarda desdobramentos. O Jornal de Araraquara continuará acompanhando de perto o andamento da situação e trará atualizações à medida que novas informações forem divulgadas