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Dario, o telegrafista da mensagem cristã

Sarah Coelho indica o idealista e leal servidor Dario Gonçalves da Silva para protagonizar, nesta edição do JA, o destaque da página Gente. Na foto, o ex-ferroviário com seu netinho Otávio. O titular dessa homenagem, trabalhou como telegrafista na saudosa Estrada de Ferro Araraquara durante 6 anos. Ali, nas paralelas que recebiam a baleação da Cia. Paulista de Estradas de Ferro foi a sua escola inicial como profissional da comunicação. Concursado pelo Serviço Público, trabalhou durante 24 anos como radiotelegrafista da Secretaria da Segurança Pública em São Paulo, Ubatuba, Novo Horizonte, Jaboticabal e Araraquara, aposentando-se em 1969. Dario tem uma vasta experiência de vida que pode ser conferida nesta entrevista.

JA- Experiência adquirida como radiotelegrafista.

DGS- Essa profissão foi parte integrante de minha vida e até hoje sinto percorrer por todo o corpo as vibrações dos sinais morse, como se tivesse transmitindo ou recebendo mensagens de importância para a segurança pública ou colaborando com a defesa nacional através da estação de radiotelegrafia em Ubatuba, no litoral norte do Estado de São Paulo e considerado zona de guerra. Foi uma experiência com dois lados ou melhor, com duas maneiras diferentes de trabalho: uma, quando servia na Delegacia de Polícia em tempo de paz e a outra por ocasião da 2ª Guerra Mundial com todas as dificuldades inerentes a um conflito de grandes e terríveis proporções. O mundo cobriu-se de luto e famílias inteiras desapareceram da face da terra. Se por um lado, em tempo de paz, guardo boas recordações, pelo outro, em tempo de guerra, só restaram tristeza e decepção pelo mal universal causado por imbecís que não respeitaram os direitos sagrados do ser humano.

Qual o seu estilo como cronista?

Sempre faço esta pergunta a mim mesmo. Se escrevo minhas crônicas, naturalmente eu devo ter um estilo de escrever. É de meu feitio, por exemplo, procurar escrever da maneira mais simples possível, com um português sem muito floreado e procurando sintetizar o trabalho quanto mais possível for. Júlio Dantas, escritor lusitano, já dizia décadas atrás: “Escrever muito não é difícil. Difícil, mesmo, é dizer, escrevendo pouco. A concisão e a brevidade – virtudes gregas – são meio caminho andado para a perfeição. Reduzir, comprimir, sintetizar representam em literatura um esforço considerável”.

Por que escrever, qual o motivo dessa comunicação?

Porque me sinto bem, através dos meus escritos eu viajo pelo mundo, faço turismo, pesco, jogo futebol, caminho, faço minha Ginástica Terapêutica Lian Gong lá na China, chego até a lua, passeio pelas ruas, vou ao banco e visito o Senadinho ali em frente à Prefeitura. Por diversas vezes quis parar de escrever, mas um bichinho, um germe metido a escritor dentro do meu peito reage contrariado: Ei, amigo, ainda não chegou a hora!

O que pode falar sobre a informática, inexistente em seu tempo de trabalho?

Com a criação do computador criou-se uma tecnologia galopante e muito cara. Se de um lado é de uma utilidade ímpar para a humanidade, por outro lado, tornou-se preocupação para os pais devido os maus efeitos causados sobre os filhos. A Internet, por exemplo, oferece vastos conhecimentos, mas não ensina valores e quando estes são ignorados, a nossa própria humanidade é diminuída e o homem facilmente perde a sua dignidade e seu valor. As maneiras degradantes e prejudiciais com as quais a Internet pode ser usada, já são do conhecimento dos usuários e as Autoridades Públicas têm procurado providências para que esse instrumento espetacular não se torne fonte de prejuízo e de dor.

Diante dessa visão tão clara, como manter a vida saudável?

Como já disse: procurando a paz com a Natureza, renovando o depósito mental em desgaste; procurando banir as lembranças amargas, e viver na esperança de dias melhores; realizando exercícios físicos, tendo “cooper” como ação principal para pôr o corpo, a mente e o espírito em dia; sorrir, até gargalhar com gosto, como se fosse um aperitivo para embebedar nossa alma de paz e harmonia. Se um dia estiver estressado, nervoso, vá pescar!!! Uma receita de quem entende do assunto.

Em sua maneira de pensar e sentir, conversa sempre com Deus.

Tenho procurado me encontrar com Deus buscando a paz no coração, a paciência tão difícil de acontecer nos nossos dias, na beleza dos rios correndo em meio à mata ribeirinha, me divertindo ao ver o lagarto se espalhando entre as folhas secas, no pio triste da Juriti: procurei e encontrei Deus nos cursos religiosos na Casa de Emaús e na beleza artística dos componentes da Ginástica Terapêutica Chinesa Lian Gong; sinto a presença de Deus nas reuniões da nossa família vendo os 8 netos e as 2 bisnetas fazendo santa arruaça em volta do vô, obrigando-o quase a mudar de seu nome original para o de ovo, quando a todo momento: ô vo…ô vo…ô !

Mensagem

“Há tempo para pescar e tempo de secar redes”, lembrava o Mestre na Palestina. Nossos deveres, tarefas e obrigações jamais devem sufocar a necessidade vital do repouso, do relax terapêutico, medicinal. Sem dúvida, estamos pagando altíssimo preço ao processo tecnológico, à tirania de uma política suja presente em toda parte.

Neste mundo repleto de máquinas sem alma, sem coração, máquinas frias, precisamos salvar nossa gente que vive arrasada com os últimos acontecimentos. Precisamos encontrar sempre a nossa alegria de sorrir, de viver. Precisamos encontrar Deus pois, mais do que nunca, precisamos de sua proteção, de seu amor!

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