Luigi Polezze
Poucos sabem, mas ao cruzar a movimentada esquina da Avenida Portugal com a Rua Padre Duarte, em Araraquara, estão pisando em um dos locais mais históricos da cidade. Ali, ergue-se o prédio do Colégio Progresso, uma construção mais do que centenária que, além de educar gerações, carrega consigo parte valiosa da memória araraquarense. O imóvel é tombado como patrimônio histórico municipal.
Fundado em 1924 por Dona Emília de Paiva Meira, o Colégio Progresso nasceu como uma escola voltada à educação de meninas. Desde então, atravessou décadas e transformações urbanas sem perder suas raízes. A primeira diretora, a professora Julie Villac, conduziu importantes reformas em 1945, garantindo à instituição estrutura e pedagogia modernas para a época, ao mesmo tempo em que respeitava o valor histórico do espaço.
A imponência do prédio não é à toa. Segundo relatos históricos da cidade, a construção já serviu como hospedagem para figuras ilustres da monarquia brasileira: o imperador Dom Pedro II teria passado por ali em 1880 e, anos depois, em 1886, a imperatriz Teresa Cristina também teria sido recebida no local. Esses registros reforçam o valor simbólico e arquitetônico do edifício, que se destaca na paisagem urbana por seu estilo clássico e preservado.
Hoje, mais de um século depois, o Colégio Progresso é reconhecido como uma das instituições de ensino mais tradicionais de Araraquara. Suas salas já formaram centenas de alunos que deixaram marcas importantes na cidade e no país. O colégio representa o encontro entre o passado e o futuro — onde tradição e inovação convivem lado a lado.
Preservar o Progresso é preservar a própria história da Morada do Sol. Seu prédio, seus muros e suas memórias seguem vivos, resistindo ao tempo e formando novos capítulos todos os dias.

Fundadora do Colégio Emília de Paiva Meira

Primeira Diretora Julie Villac

Foto: https://www.historiadomundo.com.br – Dom Pedro II

Foto: https://pt.wikipedia.org/ – Imperatriz Teresa Cristina