Coitado do velho Rio Jacaré

Sinal Vermelho

A região espera a instituição de uma Comissão de Inquérito dos vereadores de Boa Esperança do Sul e que, a final, o relatório conclusivo seja encaminhado, em caráter de urgência, ao Ministério Público. Gastar-se tanto dinheiro para uma estação fantasma, sem funcionar? Mais que uma eventual, descabida e desastrosa ação administrativa, é um duro golpe ao ecossistema, um tiro na mãe-natureza. Também não dá para entender a inaptidão administrativa de São Carlos para com o meio-ambiente. Lembramos, para emoldurar, que a nossa vizinha é a “Capital da Alta Tecnologia”. A verdade é uma: se não houver consciência ecológica, respeito à natureza, vamos estraçalhar o mundo de nossos filhos e netos. E neste assunto sério e grave, não existe espaço para políticos omissos, enganadores, que gritam de vez em quando para justificar ou ganhar votação ou que procuram repetir mentiras para ganhar conotação de verdade como se fossem os defensores de pobres e oprimidos. É hora de conferir quem é quem. (Geraldo Polezze)

A notícia é péssima para o meio-ambiente: o Rio Jacaré que, ainda, dá peixe, recebe esgoto in-natura de São Carlos e Boa Esperança do Sul. O crime maior é que em Boa Esperança foi construída uma Estação de Tratamento de Esgoto, mas, não funciona por deficiência do sistema elevatório. Segundo informação de uma leitora (que poderá ser identificada, se houver necessidade), foram gastos cerca de 340 mil para a implantação da Estação de (não)Tratamento de Esgoto – na Administração do Dr. Marinaldo Angelo Monte – e o dinheiro, pela situação atual, infelizmente jogado fora. Sem trocadilho, dinheiro jogado no esgoto. Uma verba consubstancial, efetivamente grande mas, por questão técnica, não atende ao pedido de socorro feito aos gritos pela natureza. A estação de esgoto, de desenvolvimento negativo, subtraiu dinheiro público que poderia ser muito bem aplicado em obras sociais. Trata-se, pois, de um indiscutível prejuízo aos cofres públicos que, certamente, merece uma CEI- Comissão Especial de Inquérito.

Abel fica mudo. Marco Aurélio também.

Os analistas de plantão estranham que o vereador e secretário Abel e o presidente Marco Aurélio, exímios críticos da administração Osvaldo Ferrari (Marelo), desta feita tenham ignorado o problema, optando por uma CEI, mas, focada em concorrência de combustível, numa época de grande oscilação de preço e sem nenhum sinal aparente de qualquer dolo ou má-fé. O vereador Abel, segundo informações colhidas pela reportagem do JA, participou de uma sabatina ao Eng. João Roberto Braga sobre deficiências da Estação de Tratamento de Esgoto de Boa Esperança. Ouviu as explicações e resolveu ficar no silêncio total. Papel semelhante foi exercido pelo presidente da Câmara Municipal, Marco Aurélio Rosin. No dia do questionamento ao engenheiro da prefeitura, consta que o ex-prefeito Antonio Nelson Rosin esteve presente. Mas, por motivos desconhecidos, tudo ficou confinado em quatro paredes. Lamentavelmente, escolheram horário que não permitiu a transmissão da reunião. “Como o assunto é grave, o depoimento deveria ter sido parte de uma sessão ordinária para que a população soubesse de todos os pormenores”, reclama um contribuinte.

Coragem de investigar

Com o assunto retornando ao noticiário, em respeito aos contribuintes, a comunidade espera que seja proposta uma Comissão de Inquérito. O povo exige uma resposta: a Estação de Tratamento de Esgoto, que consome um dinheirão e não funciona, quanto gastou e quanto mais exigirá dos cofres públicos?

Os vereadores devem uma resposta constitucional: investigar e, após levantamento de dados concernentes às obras, enviar o respectivo parecer ao Ministério Público. Espera-se a abertura de inquérito, em havendo indícios de crime de responsabilidade, que seja denunciado quem de direito.

“O Judiciário precisa ser acionado, é o que se entende deste episódio inédito. Em defesa da natureza e da melhor aplicação do dinheiro público”, afirma analista político.

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