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Barbieri tem duas alternativas

Pelo andar da carruagem, inclusive com Feriado Nacional, o prefeito Marcelo Barbieri não teve tempo para refletir sobre seu papel enquanto chefe do Executivo. Assim, atendendo a algumas sugestões, transcrevemos editorial da última edição.

Primeira alternativa

A primeira é continuar o processo de loteamento do Executivo, com os “traumas” da litigância pelo governo de resultados, sem percalços com vereadores, uma base na “coleira” (imagem construída pelo vereador Sabonete que ganha titularidade de uma cadeira deixada pelo processado Napeloso que lamentável e egoisticamente lava a alma de pessoas pequenas e casuísticas). Como se tem testemunhado, nesse caso, vereadores tentam impor sua vontade e o prefeito contra-ataca aplicando a sua que, em tese, é mais legítima. Até porque foi eleito para chefiar o Executivo e os nobres vereadores para fiscalizar esse poder já que ambos se originam no do povo (titular do poder legítimo e perene). Obviamente com freios e contrapesos constitucionais para um indispensável equilíbrio de forças que devem ser canalizadas para elevados interesses da população. Detalhe: visando voos mais altos, sonhados pessoalmente ou atendendo interesses dos inúmeros partidos que desejam arrecadar votos na maioria das cidades para a composição de suas cadeiras estaduais ou federais, a região de Araraquara corre o risco de perder deputados que, após trevas da representação, praticam o chamado “voto distrital” cujos mandatos sucessivos demonstram o acerto do cognominado P.R.A. (Partido da Região de Araraquara). Vale dizer, se a mais de três (3) anos para conclusão do segundo mandato de Barbieri ocorreu o que significa a nudez dos porões da política, que envergonha nossa gente, fácil prognosticar o que vai acontecer nessa relação pouco republicana. Essa, em pinceladas rápidas, a primeira alternativa que os amantes do processo desenvolvimentista abominam pelo cheiro insuportável que exala.

Segunda alternativa

Aquela que a história vai julgar soberanamente, e para sempre, onde Marcelo Barbieri exerceu um primeiro mandato de qualidade e inicia um segundo de calamidade. Os eventos, com adjetivos correspondentes, deixam de ser arrolados por não fugir da proposta deste editorial do J.A. que não se contenta em apenas noticiar fatos. Vai além porque também será julgado por essa HISTÓRIA.

Nessa alternativa, Marcelo seria anexado à galeria dos prefeitos que não precisaram de “base de sustentação”, fizeram sucesso e cumpriram seu papel porque respeitaram a responsabilidade dos vereadores que têm como compromisso, jurado solenemente na posse festiva, defender o interesse do povo. Portanto, amplia-se a responsabilidade do vereador (caixa de ressonância da coletividade): ao invés de respaldar, acolher a vontade do inquilino do Paço Municipal (contrato por tempo determinado), certamente vai refletir, a cada projeto da Casa de Leis ou mensagem encaminhada pelo prefeito no sentido de avaliar o que é bom, salutar e atende a essência da representação buscada febrilmente nas urnas democráticas. E, como é natural, fiscalizar atos do Executivo, em nome do povo. A cidade tende a ganhar numa relação de respeito às normas constitucionais, sem a eventual fraude de governar com a massa disforme doutrinada a repetir amem, assim seja, pois não, senhor!

Isso posto, o contraditório entre os eleitos para funções específicas alimenta o mandato outorgado honradamente pelos milhares de eleitores crentes em escolher gente de caráter e excelente formação social. Pessoas capazes de cuidar do nosso quintal, dessa cidade que amamos e lutamos construindo uma relação séria e consequente. Que Deus o ilumine, esta é a sua hora Marcelo Barbieri. Entre para a história com o brilho da sua inteligência e força de sua capacidade de trabalhar já demonstrados em anos de representação popular. Vereadores são fiscais que precisam atuar coerentemente. Só isso…

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