Elaine Cotta
A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 633 milhões na terceira semana de julho (encerrada no dia 18). Com isso, o saldo acumulado no mês é de US$ 1,677 bilhão e, no ano, de US$ 16,726 bilhões.
O resultado parcial de 2004 é 47% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 11,375 bilhões.
As exportações, no ano, já somam US$ 47,99 bilhões, valor 30,9% maior que os US$ 36,673 bilhões vendidos ao mercado externo entre janeiro e a terceira semana de julho de 2003. No mês, entre os dias 1 e 18, foram exportados US$ 4,687 bilhões.
O ritmo das importações também está crescendo –reflexo da retomada da indústria e do mercado interno. Entre janeiro e o dia 18 deste mês, o Brasil comprou do exterior US$ 31,267 bilhões, 23,6% mais que os US$ 25,298 bilhões importados no mesmo período do ano passado.
As médias de importação e exportação também estão crescendo significativamente em relação às médias do ano passado. No ano, a média exportada diariamente tem sido de US$ 352,9 milhões, 47,1% maior que a verificada em 2003. Já a média das importações cresceu 42,5% e soma, no acumulado do ano, US$ 229,9 milhões.
Segundo analistas, o aumento no ritmo das importações é positivo para o país, pois mostra recuperação da indústria –que importa equipamentos e máquinas para investir e ampliar a produção. Mas, mesmo crescente, o ritmo mais elevado das compras externas não diminuiu as projeções para o superávit da balança comercial neste ano.
Relatório divulgado hoje pelo Banco Central mostra que as principais instituições financeiras do país esperam um saldo positivo de US$ 29 bilhões para a balança comercial neste ano, maior que os US$ 28 bilhões traçados anteriormente e superior ao esperado pelo BC, que é de US$ 24 bilhões.
A meta do Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria para este ano é exportar US$ 88 bilhões, 20% mais que os US$ 73 bilhões exportados no ano passado. Com a expansão das vendas externas, o mercado e o governo também começaram a melhorar as estimativas para o crescimento da economia neste ano.
Recentemente, o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) chegou a falar em expansão de mais de 4% no PIB (Produto Interno Bruto). A taxa já é considerada factível também pelo ministro Antonio Palocci (Fazenda) e o mercado financeiro espera alta de 3,57% do PIB, maior que as projeções traçadas no começo do ano, que eram de 3,5%.