José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado
Não é crível que a resposta à violência seja a incitação a maior violência. Mas é o que acontece quando o setor armamentista consegue convencer os impulsivos, os raivosos, os que “não levam desaforo para casa”, a investir ainda mais na fabricação desses instrumentos de morte.
Arma não deveria sequer ser fabricada. Algo que existe para tirar a vida, não deveria existir. Quem é que não enxerga a realidade: os homicídios que chocam a população e “balas perdidas” não existiriam sem a arma.
O Brasil já se posicionou no tema. Votou o Estatuto do Desarmamento, ora sob ameaça. Como tudo o mais que é bom no País.
INVESTIR NO ESTATUTO
Visando ao Desarmamento, pretende-se liberar uso de arma de fogo. Quantas vidas ceifadas ainda serão necessárias até que o discernimento prepondere e se faça uma grande apreensão de armas de fogo em nosso território?
Quem possui arma, dia mais, dia menos, vai usá-la. No mundo da ira, da violência, do desentendimento, do estranhamento e do egoísmo, quem carrega um revólver, pistola ou fuzil, é um potencial ator da morte.
Surreal a proposta ianque: armemo-nos para a paz. O mundo não anda bem e a consciência dos governantes menos ainda.