Aluna de Biologia da Uniara analisa, em TCC, fragmentos de vegetação nativa de Araraquara

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Estudo de Ariane Marieli dos Santos foi orientado pela professora Ana Carolina Buzzo Marcondelli e coorientado pelo professor Olavo Nardy

A aluna da graduação de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara, Ariane Marieli dos Santos, apresentou o estudo “Análise Fitossociológica e Florística de Fragmentos de Vegetação Nativa no Município de Araraquara – SP” como Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, orientado pela professora Ana Carolina Buzzo Marcondelli e coorientado pelo professor Olavo Nardy.

“O estudo de padrões de comportamento e da estrutura da vegetação ajudam a entender melhor como podemos recuperar áreas desmatadas ou fortemente prejudicadas – na maioria das vezes, por ações humanas. Ajudam também a entender os locais que precisam de mais atenção e proteção, e aqueles que podem ser direcionados às atividades de subsistência humana, como o cultivo de plantas e animais, sem prejudicarem de forma drástica o ambiente, o que reflete, consequentemente, em nossa qualidade de vida”, explica Ariane.

Ela comenta que “o ser humano vem, há muito tempo, usufruindo do meio ambiente de forma intensa e em um ritmo tão rápido que o meio ambiente não consegue acompanhá-lo, o que leva a problemas como perda de espécies, alterações no clima e escassez de água potável, entre outros”.

No estudo, foram identificadas 58 espécies de plantas, de acordo com a aluna, “das quais a maioria – 60% e 67% para as duas áreas analisadas – tem suas sementes espalhadas por animais”. “Os dois pontos foram definidos como sendo áreas de transição de ambientes com característica de cerrado e floresta estacional semidecídua, com uma vegetação iniciando um estágio mais maduro de sucessão de espécies, com alto potencial de preservação, uma vez que muitas espécies apresentaram poucos indivíduos, e com muitas plantas apropriadas para a produção de mudas para iniciar o processo de reflorestamento em outros lugares de feições similares”, detalha Ariane.

O trabalho permitiu ainda, segundo ela, entender que a vegetação mais próxima das bordas – locais onde a vegetação acaba – tem seu processo de sucessão de espécies interrompido ou com ritmo consideravelmente reduzido. “Ainda, alguns órgãos governamentais utilizam de classificações universais para definir o tipo e vegetação do nosso país, estado ou município. Porém, cada região possui uma vegetação com características singulares, como é o caso do cerrado, que é um bioma tipicamente brasileiro”, esclarece.

Ariane aponta que esse tipo de classificação “faz com que haja distribuição e classificação inadequadas de terras para se exercer as atividades humanas, como é o caso de uma das áreas estudadas, uma das maiores áreas de vegetação natural do município, e foi definida por órgãos do município como sendo uma área de expansão urbana, deixando o local mais suscetível ao desmatamento, o que pode causar impactos maiores ao meio ambiente e, consequentemente, a nós mesmos”.

Quanto à relevância social do TCC, a estudante afirma que a pesquisa ajudou a entender a necessidade de revisar as formas de classificações utilizadas para definir projetos de uso e cobertura do solo. “Há necessidade de revisar esses projetos municipais, bem como analisar a necessidade de elaborar ou revisar medidas protetivas para essas áreas que visem à sua conservação”, diz Ariane.

Ana Carolina conta que sua orientanda trabalhou com dois fragmentos pertencentes à Bacia Hidrográfica do Mogi-Guaçu. “Ela realizou o levantamento florístico e fitossociológico e, inicialmente, o objetivo do trabalho era trabalhar com Ecologia da Paisagem. Entretanto, com a pandemia e as restrições, não foi possível dar continuidade a isso, mas à medida em que ia identificando as espécies, ela se questionava se os fragmentos estudados de fato pertenciam à classificação dada pelo Inventário Florestal do Estado de São Paulo. Ao final do estudo, concluiu que os trabalhos de campo são essenciais para a classificação correta dos fragmentos florestais, além de servirem como base para estudos futuros de Ecologia da Paisagem e Ecologia da Conservação”, finaliza a orientadora.

Informações sobre o curso de Biologia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88. (Assessoria de Imprensa – assimprensa@uniara.com.br)

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