A mulher trai por desejo

Marilene Volpatti

Não é por falta de virtude que as mulheres namoram fora do casamento, mas porque não tem outra opção diante da intensidade da paixão.

“Depois de 10 anos de casamento e dois filhos, Eduardo tinha sugado toda a minha energia. Ele era muito possessivo e, como não conseguia me controlar, tentava me humilhar. Dizia que eu tinha perna torta, que não sabia me vestir… Tudo, evidentemente, estava na cabeça dele. Apesar disso, não planejei traí-lo. Simplesmente aconteceu,” diz Laura (secretária).

Foi com Orávio, um colega de trabalho, que conhecia seus problemas conjugais. Depois de um mês de relacionamento, recuperou a auto-estima e terminou o casamento. O marido não desistiu. Já fóra de casa, voltou a procurá-la. Mandava flores, bilhetes e telefonemas apaixonados. O caso com o colega de trabalho durou sete meses. Quando terminou, ela aceitou o marido de volta, com a promessa de que realmente ele havia mudado. Pura ilusão. Tiveram mais um filho e viveram mais ou menos bem durante cinco anos, até que Laura realmente se apaixonou por outro colega de escritório, o Márcio. Ele era impotente, quando começaram a relação, mas diferente do marido, que era o dono da verdade em tudo. Márcio era uma pessoa frágil e isso encantou Laura. Com dedicação e muito carinho ele passou a se dar bem com ela sexualmente. Era uma falta de ereção motivada pela forte paixão e consequente insegurança como parceiro ideal.

Princípios e sentimentos

Segundo os analistas, os amantes nascem quando o desejo por outra pessoa é mais intenso do que a necessidade de adequar-se às regras da fidelidade.

Não é por virtude, portanto, que as pessoas traem ou deixam de trair. Do contrário, não daria para entender o porquê de uma mulher independente, que defende a liberdade de costumes, pode ser incapaz de cometer adultério. Até que gostaria, mas não consegue. Enquanto outra, conservadora, não resiste a primeira tentação.

Explicar atos, principalmente em relação aos valores, é uma necessidade de todos, reconhecem os analistas, lembrando que convivemos com dois mundos – o dos valores e o do desejo – e estamos sempre procurando equilíbrio entre eles. Nessas explicações é que homens e mulheres se diferem.

Homem

Preocupação com a família, a tradição, a empresa, a reputação, entre outros valores, podem inibir um homem apaixonado a trair. Ou podem impedir que os homens se envolvam tanto quanto as mulheres em seus casos amorosos.

Mulheres

As mulheres apaixonadas seriam mais infiéis aos seus sentimentos e emoções, daí a necessidade que têm de justificar tudo, inclusive a traição de seus princípios, com a racionalização mesmo que isso acabe destruindo laços extremamente valiosos (ou foram?) para ela.

Ambos

“Independentemente dessas diferenças, envolvendo homem e mulher, o conflito entre o impulso do desejo e a sua adequação às regras da sociedade não são uma questão resolvida entre os humanos, de modo geral. Cada um age de acordo com a sua formação de valores”, afirmam profissionais da área.

O fato concreto é que cada indivíduo é um micro-mundo com as qualidades e defeitos, com as carências e aspirações e com as realizações, aceitas e festejadas, enquanto parte do macro-mundo.

E, como tal, embora imperfeito e susceptível às falhas, é espetacularmente maravilhoso que merece ser respeitado em sua busca de felicidade.

Importante, também, que durante essa busca não deixe para trás pessoas muito machucadas. Afinal, nosso direito termina quando começa o do outro. E aquilo que não desejamos para nós, não devemos oferecer aos outros.

Serviço

Consultoria: Drª Tereza P. Mendes – Psicoterapeuta Corporal – Fone:- 236-9225.

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