Como o dinheiro compra (quase) tudo, a empresa chega e em pouco tempo se transforma em detentora de nobres m2 de terra de Araraquara. A Câmara Municipal não pode se omitir diante de um caso sério de desrespeito à memória arquitetônica da cidade e, de preferência, deve estudar o regimento da edilidade para oferecer um título à Vivenda Nobre: de cidadania araraquarense, honra ao mérito ou de cidadania benemérita?
A Prefeitura Municipal divulga nota…nota para marcar a sua posição (de omissão?) diante da força do dinheiro.
“Nota sobre a demolição da capela do asilo
Em relação à obra de demolição do antigo asilo de Araraquara, a Prefeitura Municipal de Araraquara esclarece que, ao contrário do que foi afirmado pelo diretor da empresa Vivenda Nobre, Nicolau Curi, a empresa sabia das responsabilidades firmadas e havia um compromisso de preservação do local, assim como não existia o alvará para a demolição da capela do local.
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Havia um compromisso de preservação.
O secretário do Desenvolvimento Urbano, Luiz Antônio Nigro Falkoski, lembra que em conversa com o diretor da empresa, houve resistência de se preservar os prédios. “No entanto, num encontro em que participou também o vice-prefeito, Sérgio Médici, Nicolau acenou com a possibilidade de manter as duas edificações”.
No mesmo período, o assessor da Secretaria, domingos Carnesecca Neto, como cidadão araraquarense, enviou em 27 de julho de 2004, ofício ao Condephat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – apresentando documentos que mostram a importância histórica da capela e pedindo seu tombamento. “Existem informações que, além da construção ser importante para a história de Araraquara, também existem documentos em seu interior que datam de sua construção e precisavam ser recuperados através de busca arqueológica”, lembra Falcoski.
Este ano, atrás do ofício GP437/05, o Condephat solicitou complemento dos documentos técnicos para prosseguir com o tombamento da capela. “A entidade já havia mostrado o interesse em reconhecer a importância histórica da edificação”, lembra Falcoski. (Assessoria de Imprensa)”.