Luigi Polezze
A abertura de novos editais pela Fungota reacendeu o debate sobre a gestão de contratações na área da saúde em Araraquara. Após o anúncio, moradores passaram a questionar o procedimento adotado, especialmente diante da existência de candidatos aprovados em concursos anteriores que, segundo relatos, aguardam convocação desde mais de um ano.
Posicionamento da Prefeitura
Em resposta, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Fungota, informou que os novos editais — incluindo concurso público para a Maternidade e processo seletivo para as UPAs e o Hospital Melhado — foram elaborados com base na situação atual das listas existentes.
Segundo a administração, há cargos em que não existem mais candidatos disponíveis para convocação, enquanto outros já estão com as listas praticamente esgotadas.
Entre as funções com maior necessidade, estão:
- Farmacêutico
- Técnico em segurança do trabalho
- Fonoaudiólogo
- Médico ortopedista
- Médico emergencista
- Técnico de enfermagem assistencial
- Enfermeiro assistencial, hospitalar e obstetra
Validade das listas e novos editais
Outro ponto destacado é que a validade de diversas listas se encerra em junho de 2026. Por esse motivo, a Fundação optou por antecipar novos certames, com o objetivo de garantir um fluxo contínuo de profissionais aptos a assumir cargos efetivos conforme a demanda da rede pública.
A Prefeitura também ressaltou que os editais atuais são destinados exclusivamente ao preenchimento de cargos efetivos e não interferem em processos seletivos para contratações temporárias ainda vigentes.
Falta de transparência ainda é questionada
Apesar dos esclarecimentos, a situação ainda levanta dúvidas. Afinal, há falta ou excesso de servidores na rede municipal?
Além disso, permanece a incerteza sobre o destino de candidatos aprovados em concursos anteriores que ainda não foram convocados.
A discussão vai além da esfera administrativa. A reposição de profissionais da saúde impacta diretamente na qualidade do atendimento prestado à população, especialmente em unidades como UPAs, maternidade e hospital.
A expectativa é de que a Prefeitura amplie a transparência sobre as listas vigentes e os critérios de convocação. Enquanto isso, candidatos aprovados e moradores seguem atentos: quem será chamado — e quando?