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Nhô Pedro

Vivi até ontem num mundo encantado, quase sem violência, descrente de todas as maldades terrenas grandes e pequenas. Via os pássaros cantando e se amando, os nossos animais tão tenros que nos faziam festas. Nossa onça pintada, nossa onça parda, nossas jaguatiricas, nossos lobos, nossos tamanduás, capivaras, antas, porcos do mato, javalis, nossos viados e uma infinidade de bichos perambulando pelos nossos matos enfeitando nossa vida. Na nossa sociedade sabia pelos jornais de crimes e outras falcatruas que passavam pelas ruas e desapareciam no espaço e no tempo. Iam como a brisa e o vento. A vida da gente, além de alguns parentes que nos deixavam de repente, era aquilo: boa e tranqüila.

A medicina evoluiu tanto que pouco se morre por doenças, até então incuráveis. Escolas modernas, ensino superior bem distribuído quase todos estudando e crescendo no nosso mundo; livros à bessa, jornais em todas as línguas e a televisão trazendo tudo de bom do resto de nosso país – do sul ao norte, do oeste a noroeste – mostrando a riqueza do Brasil e os avanços do nosso país. No comércio exterior, as divisas que nos serão muito úteis. A televisão era aquela com quatro ou seis canais e nada mais para ser visto. Num repente vem aí a televisão paga e o nosso mundo desaba. Eu aprendi que a jararaca é a cobra mais venenosa que existe; que com uma só vez do seu veneno é capaz de matar mais de vinte e cinco ratos. A nossa formiga que já invadiu os Estados Unidos numa grande parte a venenosa lava-pés que com seu veneno chega a matar pessoas. O escorpião, abelhas venenosas que atacam e matam pessoas. Uma insignificante aranha que também tem veneno que mata nos Estados Unidos. Outra mais venenosa ainda da Austrália, lá também existe um único mamífero que tem veneno e mata e assim chegamos a conclusão que vivemos num verdadeiro inferno e pouco sabemos dele. Há ainda os grandes animais africanos, mas, esses nós vivemos bem longe deles e sabemos da sua periculosidade, acabaram com os circos de leões e outros bichos, o homem já está se prevenindo. E as formigas, as abelhas, os cupins que se multiplicam aos milhares e ninguém pode acabar com eles? E os pernilongos e outros insetos que transmitem a malária, a dengue e outras doenças mais? Ou acabamos com a televisão, vivendo nossa ignorância, ou vivamos neste inferno especial.

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