Pedágio de Bueno de Andrada arrecada mais de R$ 13,4 milhões em três anos
O pedágio instalado em Bueno de Andrada movimentou mais de R$ 13,4 milhões em três anos, conforme dados oficiais divulgados pela Prefeitura de Araraquara, após questionamento do vice-presidente da Câmara, vereador Michel Kary (PL). As informações constam na resposta ao Requerimento nº 303/2026 e detalham a arrecadação anual do dispositivo. Segundo o documento, o Município arrecadou R$ 4.315.530,87 em 2023, R$ 4.573.674,44 em 2024 e R$ 4.595.503,46 em 2025, somando R$ 13.484.708,77 no período.
No início de fevereiro deste ano, Kary solicitou à Prefeitura informações detalhadas sobre a arrecadação e a destinação dos recursos, com o objetivo de obter maior transparência sobre a utilização do dinheiro público. O parlamentar destaca a importância de esclarecer à população como os valores arrecadados no pedágio estão sendo aplicados pelo município.
Valores arrecadados
Os balancetes da receita mostram que os valores arrecadados vêm da categoria de serviços ligados ao transporte de passageiros ou de mercadorias. Isso significa que o dinheiro é registrado oficialmente como receita obtida por atividades de transporte. Em 2023, a arrecadação superou o valor orçado, enquanto, em 2024 e 2025, os montantes ficaram abaixo da previsão inicial, conforme os registros apresentados pela administração municipal.
Destinação dos recursos
Segundo a resposta, os recursos arrecadados com o pedágio estão classificados como receitas correntes oriundas de serviços de transporte, sendo incorporados ao orçamento municipal dentro dessa categoria. Os balancetes apresentados pela Prefeitura, no entanto, não detalham a aplicação específica dos valores em áreas ou obras determinadas, limitando-se à classificação contábil da receita.
Lombada é implantada em cruzamento do Jardim Ártico
A segurança no trânsito do Jardim Ártico foi reforçada com a instalação de uma lombada no cruzamento da Rua Domingos Zanin com a Avenida Francisco de Assis Bezerra Filho, realizada na quarta-feira (25). O vereador Cristiano da Silva (PL) havia enviado, no dia 16 março, a Indicação nº 1961/2026 à Prefeitura, solicitando a implantação do redutor de velocidade e fiscalizou a realização do serviço no local.
O pedido foi apresentado com base em reivindicações de moradores e trabalhadores da região, que relatavam preocupação com o alto fluxo de veículos no trecho, intensificado pela presença de empresas nas proximidades. Segundo os relatos, motoristas trafegavam em velocidade acima do recomendado, aumentando os riscos para pedestres, especialmente nos horários de maior movimento.
A justificativa da indicação também apontava o crescimento no número de acidentes no local, o que reforçou a necessidade de intervenção. De acordo com o parlamentar, a implantação da lombada busca reduzir a velocidade dos veículos e organizar o tráfego, contribuindo para a prevenção de ocorrências.
Praça do Faveral precisa de limpeza, troca de areia e novos brinquedos
Com o objetivo de melhorar as condições de uso de um espaço público de lazer, o vereador Michel Kary (PL) enviou à Indicação nº 1814/2026 ao Executivo, solicitando a realização de limpeza, troca da areia nos tanques e instalação de novos brinquedos (playground) na Praça do Faveral, localizada na Vila José Bonifácio.
No documento, o parlamentar justifica o pedido apontando que a troca de areia nos tanques é considerada primordial para garantir a saúde pública dos usuários, pois “os tanques estão sujos e sem condições adequadas de uso”.
Ainda de acordo com o vereador, a instalação de novos brinquedos e a substituição da areia irão contribuir para tornar o ambiente mais seguro e saudável, além de incentivar novamente a presença de famílias no espaço de convivência da comunidade.
Prefeitura apresenta situação de obras eleitas no Orçamento Participativo em anos anteriores
Em resposta a um Requerimento do vereador Guilherme Bianco (PCdoB), a Prefeitura de Araraquara enviou uma lista com a situação de obras pendentes do Orçamento Participativo (OP) — escolhidas pela população nos períodos 2017-2019 e 2022-2023 — e que estão em andamento ou em processo de licitação ou projeto.
Constam em andamento 11 obras:
- Reforma e ampliação da Emef “Hermínio Pagotto” e do CER “Waldyr Alceu Trigo” (Assentamento Bela Vista);
- Construção de quadra coberta na Emef “Olga Ferreira Campos” (Jardim Universal);
- Construção de quadra coberta na Emef “Waldemar Saffiotti” (Jardim Cruzeiro do Sul);
- Construção de quadra coberta no CE “Aléscio Gonçalves dos Santos” (Jardim Pinheiros);
- Reforma do CER “Maria Pradelli Malara” (Jardim Roberto Selmi Dei);
- Construção de CER no Residencial Laura Molina;
- Construção de Emef no Residencial Laura Molina;
- Conclusão de reforma e ampliação da Emef “Luiz Roberto Salinas Fortes” (Jardim Paraíso);
- Construção de prédio para a Casa do Hip Hop (Jardim América);
- Reforma da Casa da Cultura (Centro);
- Construção do Centro Dia Região Norte (Residencial Valle Verde).
Em processo de licitação estão cinco obras:
- Cras Yolanda Ópice;
- Cras Valle Verde;
- Cras Jardim América;
- Centro Dia Vila Nina;
- Centro Dia do Cruzeiro do Sul.
Outras 14 estão em elaboração de projetos e aguardam aprovação no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE):
- CER “Antônio Tavares Pereira Lima” (Jardim Pinheiros);
- CER “Concheta Smirne Mendonça” (São José);
- CER “Eunice Bonilha Toledo Piza” (Jardim Brasília);
- CER “Maria Barcarolla Filié” (Vila Melhado);
- Emef “Altamira Amorim Mantese” (Jardim Roberto Selmi Dei);
- CER do Caic “Engenheiro Ricardo Caramuru de Castro Monteiro” (Vale do Sol);
- Emef do Caic “Engenheiro Ricardo Caramuru de Castro Monteiro” (Vale do Sol);
- CER do Caic “Prefeito Rubens Cruz I” (Jardim Roberto Selmi Dei);
- CER do Caic “Prefeito Rubens Cruz II” (Jardim Roberto Selmi Dei);
- Emef do Caic “Prefeito Rubens Cruz” (Jardim Roberto Selmi Dei);
- CER “Professora Maria José Pahim da Porciúncula” (Jardim Iguatemi);
- CER “Zilda Martins Pierri” (Jardim Paraíso);
- CER “Eduardo Borges Coelho” (Jardim Morumbi);
- CER “Padre Mário Cavaretti Filho” (Jardim Altos de Pinheiros).
A relação enviada também inclui duas obras concluídas:
- Reforma e ampliação da unidade de saúde do Parque das Hortências;
- Reforma e ampliação da unidade de saúde do Assentamento Monte Alegre.
Obras atrasadas?
O documento enviado ao parlamentar cita que o orçamento municipal é elaborado sempre com “validade restrita” para o ano correspondente, com aprovação da Câmara e conforme prevê a Constituição.
Por isso, a Prefeitura discorda da afirmação de que obras escolhidas pelo OP em anos anteriores estejam “em atraso” ou “paralisadas”. Na visão do governo, esses investimentos deveriam ser recolocados no orçamento ou escolhidos novamente pelos moradores.
“As obras aprovadas no âmbito do Orçamento Participativo deveriam ser programadas e executadas no exercício financeiro correspondente à sua inclusão na peça orçamentária. Caso, por razões administrativas, técnicas ou financeiras, não fossem executadas naquele exercício, seria necessária sua reinclusão em orçamento posterior, seja por iniciativa do governo responsável pela elaboração da proposta orçamentária, seja por nova deliberação no próprio processo participativo”, explica o Executivo.
O texto também destaca que uma eventual falta de execução de obras aprovadas em anos anteriores se deve a decisões administrativas e orçamentárias tomadas naquele período, “não sendo possível transferir automaticamente tal responsabilidade para administrações posteriores”.
A atual gestão diz que “não seria tecnicamente adequado nem juridicamente possível” prestar contas da execução de obras de anos passados que não tenham sido “formalmente incorporadas ou reprogramadas no orçamento vigente”.
Por fim, segundo o Executivo, “não foram localizados registros documentais oficiais que indicassem formalmente a relação de obras aprovadas no Orçamento Participativo de 2024 que estariam em execução ou pendentes de execução”.
Casa Abrigo LGBTQIA+: parceria com instituto gestor está em análise
Ao questionar como estão sendo aplicados os recursos públicos e executado o serviço de acolhimento à população LGBTQIA+, o vice-presidente da Câmara, vereador Michel Kary (PL) recebeu da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania a informação de que ainda não há definição formal quanto à manutenção, alteração ou encerramento da parceria firmada entre a Prefeitura e o Instituto Limite, organização da sociedade civil (OSC) responsável pela gestão da Casa Abrigo LGBTQIA+ “Ricardo Correa da Silva”, em Araraquara.
Na resposta ao parlamentar, a Prefeitura apresenta dados e documentos da parceria com o Instituto Limite. A administração detalha relatórios, vigência dos contratos e ações desenvolvidas, mas afirma que a decisão sobre a continuidade do modelo ainda está em análise, com definição prevista até abril de 2026, “ocasião em que serão definidas as providências administrativas cabíveis para assegurar a continuidade ou eventual reestruturação do serviço”.
A Prefeitura informou ainda que a parceria foi formalizada pelo Termo de Colaboração nº 065/2023, com vigência inicial de 1º de agosto de 2023 a 31 de julho de 2024, seguido pelos Termos Aditivos nº 01/2024 e nº 02/2025, que estenderam o prazo até 30 de novembro de 2025. Posteriormente, houve novo chamamento público, resultando no Termo de Colaboração nº 011/2025, vigente de 1º de novembro de 2025 a 31 de outubro de 2026. Cópias dos documentos também foram anexadas ao processo.
Fiscalização e transparência
Kary justificou o envio do Requerimento com base na Lei Federal nº 13.019/2014 e no Decreto Municipal nº 11.434/2017, que tratam a forma como o poder público firma parcerias com organizações da sociedade civil (OSCs), como associações e entidades sem fins lucrativos, uma vez que essas legislações foram criadas para organizar, dar transparência e garantir regras claras no uso de recursos públicos repassados a essas entidades.
No documento, o vereador solicitou informações, como relatórios mensais de atendimentos em 2024 e 2025, demonstrativos financeiros detalhados dos repasses, dados sobre a vigência da parceria e eventuais prorrogações, além de uma posição do Executivo sobre a continuidade do modelo após o término do contrato. Também foram pedidos esclarecimentos sobre critérios de acolhimento, tempo médio de permanência dos usuários e estratégias de reinserção social.
Documentos e execução da parceria
De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, todos os dados solicitados foram apresentados nos anexos da resposta. O material inclui relatórios de atividades, registros de atendimentos e demonstrativos financeiros relacionados à prestação de contas e ao acompanhamento das ações desenvolvidas no serviço de acolhimento institucional.
Visita técnica e monitoramento
A resposta também menciona que, em 10 de março deste ano, a Casa Abrigo LGBTQIA+ recebeu a visita do promotor de Justiça, Frederico Liserre Barruffini, que fez elogios ao trabalho desenvolvido. Além disso, foi encaminhado o relatório de monitoramento e avaliação referente a 2025, em conformidade com a legislação vigente.
Para o vereador, o acompanhamento contínuo é essencial para assegurar que o dinheiro público seja aplicado corretamente em projetos de interesse da população.
Documento questiona se rua do Jardim Igaçaba será aberta e asfaltada
A Rua Carlos Gentil, localizada entre as Avenidas Fernando Bazolli e Antônio Rodrigues Leal, no Jardim Igaçaba, é tema do Requerimento nº 575/2026, de autoria do vereador e presidente da Câmara, Rafael de Angeli (Republicanos).
O parlamentar questiona se existe estudo técnico ou planejamento para limpeza, abertura e pavimentação da rua e se existe previsão e cronograma para que essas ações sejam realizadas.
Angeli também solicita informações sobre possíveis impedimentos técnicos, ambientais ou jurídicos que inviabilizem as obras.
De acordo com o documento, o trecho apresenta sinais de abandono. O vereador argumenta que a pavimentação contribuiria para a mobilidade urbana e proporcionaria melhores condições de circulação para moradores da região.
O Requerimento destaca, ainda, que “é dever do Poder Público planejar e executar melhorias na infraestrutura urbana, garantindo condições adequadas de acessibilidade e desenvolvimento das áreas da cidade”.
Documento sugere implantação de programa de prevenção ao câncer de pele em Araraquara
O câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente no Brasil, representando aproximadamente 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Estimativas nacionais indicam mais de 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano no Brasil, além de milhares de casos de melanoma cutâneo, forma mais agressiva da doença, configurando a neoplasia de maior incidência no território nacional.
Levando esses dados em consideração, o vereador Aluisio Boi (MDB) apresentou um documento à Prefeitura, sugerindo a adoção de providências para a implantação de um programa de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pele no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) do município.
Boi destaca que Araraquara possui população estimada em aproximadamente 240 mil habitantes, o que pode representar centenas de novos casos de câncer de pele por ano.
O vereador lembra ainda que o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele é a exposição excessiva e prolongada à radiação ultravioleta. “O diagnóstico precoce do câncer de pele pode proporcionar taxas de cura superiores a 90%, quando a lesão é identificada em estágio inicial. Muitos casos acabam sendo diagnosticados apenas na atenção secundária ou terciária, quando a doença já se encontra em estágio mais avançado”, acrescenta.
No entendimento do parlamentar, a atenção básica ainda apresenta limitações estruturais para a realização de triagem dermatológica sistemática da população. Além disso, terapias modernas utilizadas no tratamento de melanoma avançado podem ultrapassar R$ 300 mil por paciente, dependendo da duração do tratamento e dos medicamentos utilizados.
Para ele, programas estruturados de prevenção e diagnóstico precoce podem gerar economia significativa ao SUS, evitando tratamentos tardios de alto custo.
Boi avalia que campanhas estruturadas de prevenção e triagem dermatológica amplamente divulgadas à população tendem a gerar grande procura e podem contribuir para organizar a demanda assistencial, encaminhando para avaliação especializada apenas os casos que realmente necessitam de maior atenção.
Teledermatologia no sistema público de saúde
A teledermatologia consiste na utilização de tecnologias digitais para captura e análise de imagens dermatológicas, permitindo que especialistas realizem avaliação clínica à distância.
Experiências realizadas em diversos municípios brasileiros demonstram que a teledermatologia pode ampliar o acesso ao diagnóstico especializado, reduzir filas de espera para consultas dermatológicas, melhorar a organização da rede assistencial e priorizar casos com maior suspeita de malignidade.
Análise de impacto econômico
Estudos técnicos demonstram que o tratamento de câncer de pele em estágio avançado pode gerar custos significativamente superiores aos de tratamentos realizados em fases iniciais da doença.
Conforme demonstra o parlamentar no documento, no diagnóstico precoce, quando se realiza uma excisão cirúrgica simples, o custo estimado fica entre R$ 300 e R$ 1.500. No estágio intermediário, quando é necessária uma cirurgia oncológica, o custo varia entre R$ 10 mil e R$ 40 mil. Já no caso do melanoma avançado, a imunoterapia e o tratamento especializado ficam na faixa de R$ 300 mil a R$ 600 mil.
Usuários do Cria enfrentam dificuldades com transporte coletivo
Em Requerimento apresentado recentemente à Prefeitura, o presidente da Câmara Municipal de Araraquara, vereador Rafael de Angeli (Republicanos), pede informações sobre a linha de transporte coletivo que atende o Centro de Referência do Idoso de Araraquara (Cria) “José Quitério”.
Para Angeli, a adequada oferta de transporte público é fundamental para garantir o acesso digno e contínuo dos idosos aos serviços de saúde, convivência e assistência social.
No documento, o vereador pergunta quais linhas de transporte coletivo atualmente atendem o Cria; quais são os horários e a frequência dessas linhas, especialmente nos períodos de maior demanda de atendimento no Cria; e se existe estudo técnico ou levantamento de demanda que avalie a suficiência do atendimento atual de transporte público ao local.
Ainda questiona se há planejamento para ampliação, ajuste de horários ou criação de novas linhas que melhorem o acesso dos idosos ao Cria; e se existe canal específico para que usuários possam registrar reclamações ou sugestões relacionadas ao transporte público que atende o Cria.