Fabiana Futema
O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 15, a redução das taxas de juros dos cheques especiais, cartões de crédito e linhas de crédito direto ao consumidor. O banco não reduz os juros dos produtos de crédito desde março.
Segundo o gerente-executivo e Varejo do BB, Denilson Molina, a decisão de cortar os juros se deve à melhoria do cenário externo e à retomada do crescimento econômico do país.
“Há sinais de melhora na economia que permitem ao banco oferecer condições melhores de crédito para o cliente”, disse.
Molina afirmou que a redução de juros do BB está descolada das futuras decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que desde abril mantém a Selic em 16% ao ano.
O executivo disse que o BB aposta na oferta de produtos de crédito mais baratos para ampliar a base de clientes. “Como somos um banco público, não podemos comprar outros bancos para crescer. Nosso crescimento se dá por meio da base de clientes”, afirmou.
O BB deverá atingir nos próximos dias a marca de 20 milhões de clientes. Pelas previsões iniciais da instituição, esse número seria alcançado até dezembro. No final de 2003, o BB contava com cerca de 18 milhões de clientes.
Novas taxas de juros
Com o corte de hoje, a taxa mínima dos cheques especiais foi reduzida de 2,49% para 1,85% ao mês. A taxa máxima, de 7,33% ao mês, foi mantida.
Já a taxa mínima do cartão de crédito caiu de 2,49% para 2,30% ao mês, enquanto a máxima passou de 7,33% para 6,99% ao mês.
No CDC (crédito direto ao consumidor), a taxa mínima caiu de 2,49% 1,90% ao mês. E a taxa máxima mensal passou de 4,99% para 4,49%.
Só não houve cortes nas taxas da linha de crédito com desconto direto em folha de pagamento, o chamado crédito consignado.