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A família reunida… a pausa que fortalece!

Fotos: Mário Takatsui (Fuji) e Rita de Cássia Mucio

Texto: Geraldo Polezze

Na bonita noite de sexta-feira (25), no Clube Araraquarense, mais de 400 convidados da Usina Zanin para o jantar de lançamento do livro Vidas em Três Tempos, navegando na proposta de descrever o caminho percorrido a partir da união de Domingos Zanin e Maria Hermínia Alberoni. Um caminho calçado por milhares de paralelepípedos, com a marca do trabalho, que são contextualizados na página seguinte por conta da apresentação bem elaborada pelos escritores: Rodolpho Telarolli (respeitado e admirado historiador de Araraquara, de saudosa memória) e Teresa Cristina Telarolli, além de detalhes e fotos que dão a idéia nítida da dimensão de se postar ao derredor de uma mesa para cantar a amizade sincera e leal.

Hino ao Amor

Mais que o lançamento de uma obra literária focada na árvore genealógica dos Zanin, pinçamos a magia do encontro, o clima de afetividade, o olhar fraterno e interativo que motivaram o batimento compassado do coração coletivo, irrigando emoção para todos os cantos dos amplos e artisticamente decorados salões.

O enfoque jornalístico visa destacar o fato (sem a preocupação dos atos cronológicos da cerimônia e demais pormenores carinhosos da festa maravilhosa que pertencem à família Zanin) e, com ele, afirmar que esta história encontra ressonância em milhares de outras vidas que também tiveram origem na imigração italiana. Basta olhar a região de Araraquara…

Foram milhares de mãos calejadas e olhos voltados para o horizonte, acalentando sonhos. Os italianos acreditaram e deram duro na lida diária. Todos objetivando entregar aos descendentes o acervo da honra e fruto do trabalho.

A maioria dos antepassados veio em porões de gigantescos navios. Os nomes são conhecidos e não aceitamos a ousadia de enumerá-los. Certamente, alguns seriam olvidados.

Ah, que italianada danada, que gente trabalhadora, quanta dedicação de sol a sol desses “buon cuore” para desenvolver cafezais paulistas ou impregnar a terra de outras culturas.

O trabalho intenso, sem a preocupação da hora, levou à vitória pessoal e familiar. É o caso dos Zanin que, arando e sulcando a terra com milhares de olhos dos substanciosos gomos da cana, viram brotar a planta que tem adoçado a vida, acionado máquinas e, com o bagaço, gerado energia.

Os Zanin são exemplo da beleza do trabalho, dentro da máxima do padroeiro de Araraquara, o São Bento: reze e trabalhe. Um trabalho abençoado.

Esse, o maior troféu que as famílias ostentam na construção de um Brasil melhor e socialmente justo. Abrindo caminhos e absorvendo mão-de-obra na peregrinação dos que acreditam na força do trabalho, no brilho da inteligência e têm tempo para se auto-determinar uma pausa… pausa para ver e vibrar com as obras, abraçar e chorar pelo prazer incomensurável de um encontro.

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