Luigi Polezze
A cidade de Araraquara possui uma rede estruturada de serviços voltados à população idosa, coordenada principalmente pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Entre os atendimentos oferecidos estão o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), realizado nos CRAS, o Centro Dia do Idoso, que acolhe durante o dia idosos semidependentes, e as instituições de longa permanência (ILPI), destinadas a idosos sem vínculos familiares e em situação de vulnerabilidade. Há ainda a atuação de moradias assistidas, como o Recanto Feliz e a Vila Dignidade, voltadas a idosos com autonomia. Além da rede pública, há instituições filantrópicas (OSCs) e privadas integradas à assistência social do município.
Como demonstrado, o atendimento ao idoso no município é amplo, entretanto, ainda não é perfeito.
Apesar da estrutura formal bem desenhada, segundo Hélio José de Paiva, presidente do Conselho Municipal do Idoso, há uma grande preocupação com situações que fogem desse radar oficial, como casos de abandono, maus-tratos e acolhimentos clandestinos, em locais não regulamentados ou sem fiscalização adequada. Eles são casos pontuais, entretanto, ainda assim geram preocupação para os gestores.
“Essas situações não chegam até a rede por diversos fatores. Às vezes por medo, por falta de informação ou por dificuldades em acessar os canais de denúncia”, explicou o presidente.
A reportagem do JA buscou os meios de comunicação, que incluem:
- Disk 100 – Número de emergência, funcionando por 24h.
- protecaoespecial@araraquara.sp.gov.br – E-mail para contato caso alguém deseje fazer uma denúncia.
Paiva sugere que para melhorar o atendimento a população, é necessário implementar campanhas educativas, cartilhas, e divulgação ampla dos meios seguros de denúncia, como forma de incentivo.
Por fim, o presidente deixa um lembrete contundente: “Um dia, todos nós seremos idosos. Trabalhar para melhorar essa rede não é apenas um ato de cidadania, é um investimento no nosso próprio futuro.”

Recanto Feliz