(*) José Renato Nalini
O novo é a velocidade, que os fenícios, precursores da globalização, desconheceram. Costuma-se examinar a mundialização sob enfoque econômico. Porém, suas consequências psico-socio-culturais.
Aceleram-se as diluições de limites, que se minimizam, com nítida redução do autocontrole. A velocidade é abrangente. As metamorfoses em todos os aspectos da vida humana estão num ritmo que dificulta, senão inibe a absorção e acomodação decorrentes da modificação dos valores.
AVANÇO
Está na publicidade, nas embalagens, na televisão, no celular, em todas as bugigangas eletrônicas que inundam o planeta. O Brasil é uma evidência disso: são quase 270 milhões de mobiles para uma população de cerca de 210 milhões de habitantes. As conquistas tecnológicas obrigam as pessoas a participar. A esperança era a de que essa revolução profunda viesse a aproximar as pessoas, tornando-as mais solidárias e mais próximas. Não é o que se vê, ao menos como regra. Esse o desafio que o tsunami digital suscita às pessoas de bem e sensíveis à depauperação dos costumes. Velocidade é inevitável e salutar desde que não comprometa valores que, incrustados na alma das criaturas, confere dignidade e qualidade de vida aos peregrinos desta sofrida Terra.
(*) Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE, advogado e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS.