(*) José Renato Nalini
A diferença substancial entre o homem e os demais animais deveria revelar, na criatura humana, a presença de um princípio vital. Aquilo que não poderia ser mero fruto da evolução, a alma.
Qual a origem do corpo humano? Não difere daquela constatável entre os outros animais. Mamífero, deriva de alguma coisa que já foi identificada como forma desconhecida e inferior. Quem não se recorda do que nos chocou: "o nosso mais próximo antepassado foi um quadrúpede piloso, fornecido de cauda e de orelhas pontiagudas, que vivia no antigo mundo, habitando provavelmente as árvores". Em síntese, o homem é o macaco que perdeu a cauda e, em alguns exemplares, um pouco de pelo.
Não se cuida de revolver as hipóteses sustentadas por Mivart, Guillemet, Zahm e Leroy, que se acercam do evolucionismo.
AFINIDADE
A maior do que aquela que se não encontra em relação a seres de nossa espécie que não se condoem com o sofrimento dos semelhantes submetidos a situação terrível, por força da pandemia. Para eles, mortes são números. Cifras, das quais as mais importantes são as da economia. Preocupam-se com a retomada a qualquer custo, desatentos à severa advertência dos cientistas. Pensam nos lucros, na contabilidade, na preservação dos negócios. Esquecem-se de que deveríamos ser mais humildes, a reconhecer nossa fragilidade e impotência diante de uma finitude tão vizinha.