(*) Texto de José Vitor Mamede, diretor-adjunto de Infraestrutura do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e conselheiro da Abralog (Associação Brasileira de Logística).
Há um ano, greve promovida por caminhoneiros paralisou o país. Ainda está na memória as consequências da paralisação, como desabastecimento de comida, gás e combustíveis, além de prejuízos incalculáveis à economia.
A greve demonstrou a enorme dependência rodoviária do Brasil, em relação ao transporte de cargas. Atualmente as rodovias respondem por 65% do escoamento da produção do país enquanto o transporte ferroviário representa 15%. O transporte de cargas sobre trilhos é mais vantajoso sobre diferentes aspectos: menos poluente, mais seguro e econômico em relação à caminhões.
Por esses motivos é oportuno o debate sobre a implantação de um Centro Logístico para redistribuição de cargas em Campo Grande, Santo André, às margens da Ferrovia Santos-Jundiaí. Trata-se de um projeto voltado para a ampliação do transporte ferroviário em conformidade com a política de transporte de cargas do governo federal e do Estado de São Paulo.
EQUILÍBRIO
O pátio ferroviário e ferrovia que percorre a região estão subutilizados. O centro priorizará o transporte ferroviário a fim de reduzir os gargalos da logística de transporte. Na prática, funcionará como um bolsão de espera, um suporte para cargas que saem e chegam ao Porto de Santos.
Expectativa é gerar novos 1.200 empregos diretos.
Além de receita extra a Santo André, que deverá receber R$ 30 milhões de ISS durante a construção do empreendimento e mais R$ 35 milhões durante a fase de operação. Sem falar na redução de poluentes, com menos caminhões circulando.