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MEDO de ficar viúvo

A morte é tema que as pessoas evitam, mas, é fato inevitável do ciclo vital e dentro de relacionamento afetivo. A viuvez é tão assustadora que na pesquisa feita ano passado pelo Instituto do Casal, ocupou o segundo lugar no ranking dos principais medos das pessoas casadas ou com relacionamento estável.

Perder o (a) parceiro (a) faz parte da história de quem vive um relacionamento estável ou é casado. Porém, a viuvez é uma situação não planejada que leva a vários desdobramentos e mudanças. Uma das mais importantes é a perda do suporte afetivo e quebra da unidade.

Segundo Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga, terapeuta de casal e cofundadora do Instituto do Casal, "a viuvez pode representar, para muitas pessoas, a perda de um grande amor, de um bom amigo, do suporte financeiro, de um pai ou de uma mãe, de um confidente, enfim, da pessoa que foi escolhida para compartilhar a vida. Isso leva ao sofrimento, ao luto e a emoções ligadas ao distanciamento e à sensação de separação. Além disso, ficar viúvo (a) representa perder parte de si mesmo, daí os sentimentos de solidão e vazio que são comuns no caso. Mas, é justamente esse processo de lidar com a perda que dá a sensação de ser capaz de recomeçar ou de continuar a viver".

Viuvez precoce x tardia

Um ponto que chama a atenção é a diferença na vivência de uma viuvez precoce, ainda na juventude, e uma viuvez mais tardia. Ambas são experiências difíceis, mas cada uma tem suas particularidades. Para Marina Simas de Lima, psicóloga, terapeuta de casal e cofundadora do Instituto do Casal, a viuvez que atinge pessoas mais novas, com filhos ainda pequenos, pode ser muito desafiadora. "Quem fica vai precisar lidar com várias situações: perda do (a) parceiro (a), criação dos filhos, sustento da casa, vida profissional e a própria saúde física e mental para lidar com tudo isso. Por outro lado, quem fica viúvo mais tarde tem mais tempo para se recuperar, mas pode se sentir mais sozinho e fragilizado, já que em muitos casos os filhos já saíram de casa".

Idade mais avançada

Nem sempre é fácil investir em um novo relacionamento, por exemplo. Com isso, o isolamento social é mais comum e acarreta piora do estado de saúde em pessoas que enviúvam mais tarde.

Viver o luto é fundamental

Independente da idade em que se ficou viúvo (a), o luto precisa ser vivenciado para ressignificar a vida. Viver o luto é importante para reconstruir a vida sem o (a) parceiro (a). Não há um período pré-definido. Cada pessoa terá seu próprio tempo para gerenciar suas emoções e aceitar a perda. É um tempo para se reorganizar e se reestruturar, para chorar, para ficar triste, para recordar e para dar novo significado a essa nova fase da vida.

Seguindo em frente

"Gosto muito de pensar que perdemos coisas e não pessoas. As pessoas partem, mas as memórias ficam. A morte faz parte da vida, é inevitável. A viuvez é um convite a repensarmos nossas escolhas, para criarmos novas realidades e testarmos nossa capacidade de resiliência. As lembranças devem sim permanecer de forma saudável para honrar a pessoa que se foi, mas quem fica precisa continuar.

Não é um processo fácil, por isso a psicoterapia é muito importante para ajudar a superar a morte.

"A verdade é que ninguém está preparado para a morte e em geral o assunto ainda é um tabu. Cada um vai lidar de uma maneira particular com a viuvez. O importante é viver cada momento de nossas vidas como se fossem os últimos, isso ajuda a superar a perda, pois há menos chance de arrependimentos ou culpa. Sabe aquela frase: não deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje? Precisamos pensar mais em ser do que ter. Precisamos dedicar mais tempo ao nosso (a) parceiro (a), cultivar os sentimentos e viver bons momentos ao lado de quem amamos, isso é o que realmente importa", finalizam as psicólogas.

(Assessoria de Imprensa – danielle@agenciahealth.com.br)

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