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(Editorial) TRANSIÇÃO cadê o texto transparente?

O prefeito que saiu, em que pesem eventuais abalroamentos administrativos com o então vice Coca Ferraz, acabou escolhendo-o para descascar um belo "abacaxi": coordenar a transição com a equipe do vencedor das urnas, Edinho Silva que ganhou de lavada do candidato da situação, o esforçado Boi que foi mal patrocinado.

Os membros das duas equipes trabalharam dias seguidos e, ao final, não elaboraram nenhum texto conclusivo que pudesse contemplar o direito da população em conhecer números reais e fatos concretos que podem significar, devidamente cobrados, subtração de renda municipal. Convenhamos, essa situação com muitos furos, considerando a anunciada transparência, não fecha e constrói uma lacuna, portanto, faz falta na relação republicana. Afinal cobrar de quem e o quê? Como está o cofre da prefeitura? E as pendências, tipo processo das lousas digitais e falta de pagamento ao INSS, com respectivas multas? Em que fase processual eles estão?

Transparência significa eleger o contraditório entre governadores e pagadores de impostos além de tratá-los com muita paciência e urbanidade. Não adianta ficar nervoso com quem pensa diferente e procura esclarecimento. Não pode haver tempo nublado, precisamos de sol para alimentar a harmonia entre pessoas de bem e cônscias de sua responsabilidade.

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