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Ataraxia

João Baptista Galhardo (*)

Já escrevi e já escreveram que ser feliz é um costume. A felicidade pode ser criada. Infelicidade e pobreza são conceitos distintos, embora o infeliz seja quase sempre um pobre de espírito. Se a felicidade é um estado de espírito, infelicidade também o é.

Muita gente tropeça no caminho para a felicidade por não reconhecer na simplicidade a sua chave. São simples as grandes coisas da vida. É feliz quem tem o hábito de ser feliz. É infeliz quem tem o hábito e ser infeliz. Claro que algumas tristezas são inevitáveis e nos fazem algumas vezes infelizes. Mas não são poucos os que constroem a sua própria infelicidade.

É lamentável que alguém tenha o hábito de ser infeliz.

A vida por si só cria tantos problemas que diluem nossa felicidade. Seria uma grande tolice se procurássemos ainda destilar infelicidade em nosso espírito. Há estatística que 40% da população vive ansiosa, triste e deprimida. Os ressentimentos, os temores, a mágoa retida, a má vontade, o medo, os aborrecimentos, a inveja e a antecipação por eventuais riscos advindos de preocupações fantasmas, que não chegam sequer a molestar, são os principais ingredientes de que se serve o processo criador da infelicidade. A felicidade está sempre bem próxima e ao nosso alcance.

O homem ao tentar encontrar a felicidade, a paz e a prosperidade no mundo exterior, se esquece de olhar para seu próprio interior, depósito infinito de riquezas.

Para alcançar a felicidade antes de tudo tem que se livrar da arrogância, do orgulho, da dissimulação e da pretensão.

O homem é a soma dos seus pensamentos. É o único responsável por sua própria vida. O seu equilíbrio, a sua firmeza, a sua segurança e a sua confiança dependem sempre da harmonia de seus pensamentos com as verdades eternas e com os princípios salutares que orientam a vida. Aquilo que se pensa se cria. Aquilo que se sente se atrai e aquilo que se imagina, vem a ser. Deve cada pessoa libertar-se de toda falsidade, afetação, fingimento, ostentação, expulsando da mente o negativismo, o criticismo, a hipocondria e a autocondenação, tendo sempre em vista a obtenção de harmonia, paz, saúde, alegria e entusiasmo. Pertencendo a um universo de ação e reação recíproca: se planta, colhe. E para toda pergunta há uma resposta. Há necessidade de se compreender que o mundo em que vivemos é determinado pelo que vai na mente. Pelo menos na maior parte da existência. Marco Aurélio, o sábio romano dizia: “a vida de um homem é o que seus pensamentos constroem”. Emerson, o mais notável filósofo

americano afirmava: “um homem é aquilo que ele pensa durante o dia inteiro”.

Os pensamentos que se nutre com habitualidade e constância se convertem em realidade. Por isso não se deve permitir os pensamentos negativos, os derrotistas, maldosos e deprimentes. Devemos cada vez mais seguir a filosofia de vida de Demócrito, que viveu quatrocentos anos antes de Cristo. Pai da ATARAXIA, palavra grega que significa ausência de inquietude.

Imperturbalidade

Devemos ocupar nossa mente com aquilo que nos faz bem. A felicidade é prazer, bem-estar, harmonia mental. Não temos obrigação de nos preocupar com aquilo que não conseguimos alterar. O que não significa apatia. O que devemos afastar de nossa mente é a preocupação desnecessária. Medo. Bem como não conviver com o maldoso, o invejoso, o maledicente e outros sugadores de energia. Na busca permanente da tranquilidade da alma.

E Demócrito, conta a sua História, ele viveu 90 anos. Quando não existia metformina, rádio, químio, dipirona, lexotan, toque retal…

(*) jbgalhardo@uol.com.br

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