Maria Ursulina Ramalho (*)
De repente, nos acomete um cansaço, um desânimo a invadir nossa alma. São produzidos pela realidade na qual nos situamos, mas aprendemos também a ter esperança, fé, força, que devem ser estimuladas sempre, porque a cada momento somos surpreendidos por fatos muito tristes.
Acreditamos que um dia viveremos numa comunidade democrática onde reinará a harmonia, porém percebemos que isto jamais acontecerá, pois a humanidade em geral, em seu individualismo, constrói um mundo material, ilusório, que pertence a uma única parcela social.
Este grupo cresce abundantemente, esquecendo-se de seus irmãos pobres que, além de não terem alimentação e saúde adequadas, frequentam o mundo do crime e conhecerão precocemente os presídios.
Os valores que sempre pautaram a vida social têm sido eliminados substituídos pela mentira e pela aparência.
Nosso planeta é maravilhoso, possui tudo que precisamos no entanto violentamos com guerras, fome, violência, crimes, que mancham todo o solo terreno.
Estamos navegando num barco sem rumo, não sabendo onde chegar.
Estamos sem um verdadeiro orientador.
As circunstancias em que vivemos neste planeta são obscuras, sem finalidades, ninguém nos conhece e não conhecemos ninguém.
Vivemos num caos…
O filme de B. Bertolucci "O céu que nos protege" nos indica que em todas as situações que nos agridem e nos fazem sofrer, o outro raramente nos acolherá, o único que o fará é o Céu.
(*) É Escritora e Pedagoga