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Os exterminadores do futuro

Texto: Antonio Delfim Netto

Depois de quatro anos de trabalho árduo em que os construtores tiveram que vencer obstáculos incomuns para contratar pessoal e garantir o suprimento das obras na extremidade oriental da Amazônia brasileira, começa a operar no próximo mês de junho a hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. Junto com a usina de Santo Antônio, também no rio Madeira, quando atingirem a plena operação vão acrescentar, respectivamente 3.750 MW e 3.150 MW aos atuais 80.000 MW de oferta de energia limpa da matriz brasileira.

Atingindo esses níveis de produção, Jirau e Santo Antonio ocuparão, respectivamente, a quarta e a quinta posições dentre as maiores hidrelétricas do país, perdendo apenas para Itaipu, no rio Paraná, (que é também a segunda maior do mundo, após Três Gargantas, na China), Belo Monte no rio Xingu, que com todas as perturbações que atrasam a obra estará produzindo em mais dois anos e Tucuruí, no rio Tocantins, que é a terceira, no Brasil.

Ambos os empreendimentos contaram com forte apoio do governo federal, antes mesmo de começar as obras e durante a sua execução, para agilizar os procedimentos e superar restrições para a liberação dos licenciamentos ambientais, especialmente junto ao IBAMA.

E a Presidente Dilma igualmente agiu de forma direta na remoção dos entraves burocráticos que surgiam a cada passo retardando o andamento da construção.

São duas obras que terão um registro especial pelo fato que a determinação de realizá-las impôs uma derrota ao movimento de resistência à incorporação da Amazônia ao desenvolvimento brasileiro. Não é novidade que muitas dessas ações tem inspiração externa. As pessoas mais jovens não presenciaram certamente as tentativas bem orquestradas para impedir o aproveitamento por brasileiros das reservas minerais de Carajás, nem as ações de marketing contra a construção da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, empreendimento vital para o sucesso do projeto.

Para essas organizações alienígenas que usam como subterfúgio a defesa intransigente da natureza, já no tempo da construção da hidrelétrica de Itaipú se propagava que seria um desastre ecológico, o que se mostrou o oposto, pois se tornou um dos espaços mais aprazíveis para os residentes em toda a região e para os programas turísticos de toda uma população do chamado cone Sul do continente.

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