Colaborador: Bruno Sanches Bosso Munhoz
GUERRA CIVIL
Com uma proposta diferente dos típicos filmes de guerra, em que possibilidades de ataques terroristas, gênios do mal e guerras declaradas acontecem, “Guerra Civil” mostra o outro lado desse “e se”. Quando grupos separatistas de diversos Estados e um presidente fraco se unem sob a bandeira do extremismo, os Estados Unidos colhem o que plantaram por muitas décadas. Caos nas cidades grandes, vizinhos uns contra os outros, fome, sentimentos de tristeza e desespero tomando o coração da sociedade.
Efeitos da guerra que são guardados para a eternidade pelas lentes da jornalista e fotógrafa de guerra, Lee (Kirsten Dunst) e pelo jornalista Joel (Wagner Moura). Diante do caos da guerra, os dois partem em direção a Washington D.C, capital dos Estados Unidos e local em que será o palco do embate entre o restante do exército e da guarda presidencial contra os grupos separatistas, estes que ganham cada vez mais força e apoio dos cidadãos e militares.
Acompanhando a jornada dos dois jornalistas, nos é apresentada situações e imagens que apenas uma guerra pode nos mostrar. Isso porque, o diretor usa da fotografia de Lee e de sua fã e parceira de viagem, Jessie (Cailee Spaeny), para apresentar a frieza e a morte em seu mais puro significado. Com olhares, silhuetas, afetos e contemplações; conseguimos sentir e talvez compreender um pouco da situação de quem vive essa realidade.
Partindo para uma visão mais técnica e menos filosófica, podemos ver a boa atuação através dos personagens: seja do Joel mais simpático e humano, até a Lee mais fria e no modo automático, fazendo o seu serviço deixando a sua empatia e ligação com o próximo desligadas.
Para mim, “Guerra Civil” é um ótimo filme de guerra, servindo ao mesmo tempo para refletirmos sobre essa bipolaridade e exaltações dos dias de hoje. Para tudo na vida se dá um jeito, para uma pedra no caminho até para uma desavença ideológica entre parentes. Menos para aquela situação que dá um fim sem nem dar aviso prévio, a morte. Logo, este é um ótimo filme, com ótimas atuações, destaque para Wagner Moura – brasileiro – cada vez mais internacionalista. Nota 8,5/10. Obrigado.
Foto: Internet