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Coleta seletiva: economia do aterro e vagas

A redução de despesas com manutenção do aterro sanitário é um dos benefícios com a implantação da Coleta Seletiva. Araraquara gera 140 toneladas de lixo por dia. Se a coleta seletiva fosse feita em toda a cidade, 70 toneladas de resíduos deixariam de ser lançados no aterro e a economia seria de R$ 36 mil por mês.

O setor onde ocorre a seletiva (Carmo e arredores), é responsável por 22,5 toneladas de material. Representa a diminuição de despesa com a empresa coletora do lixo domiciliar de R$ 14.350,80 por mês. A reposição dos gastos com a coleta seletiva seria no máximo de três meses, afirma Vera Botta, coordenadora de Meio Ambiente.

A coordenadora afirma que, do ponto de vista da geração de alternativas para abertura de vagas de trabalho e renda, a coleta seletiva seria um ponto de atuação para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva sustentada por economia solidária.

Esquema

Em um primeiro momento (próximos 3 meses), pretende-se integrar mais 20 pessoas ao processo. Hoje, há 39 trabalhadores da Acácia, associação que está em processo de transição para ser cooperativa. Destes trabalhadores, 5 seriam destinados ao projeto coleta seletiva, somando-se a estes 5 coletores que vêm trabalhando no Ecoponto do Carmo, diz Vera.

“Num segundo momento, a organização de duas cooperativas que darão continuidade à cadeia de produção iniciada com a coleta seletiva: uma cooperativa de reciclagem de papel e uma para produção de madeira plástica”, anuncia com entusiasmo a Profa. Vera Botta.

Sobre o ganho ambiental, Vera aposta que os benefícios são incontáveis. Com a coleta seletiva há a diminuição da presença de papéis, papelão, vidros, metais e plásticos (matérias de decomposição demorada) no aterro sanitário, prolongando a vida útil do aterro. Além disso, a reciclagem de materiais implica numa redução do desperdício de recursos naturais, economizando energia, matérias-primas e reduzindo os níveis de poluição ambiental.

Desafio

“A implantação de um programa de coleta seletiva é um desafio que pode ser levado adiante, se houver efetiva integração das ações por parte das secretarias/coordenadorias envolvidas e vontade política do governo”, afirma a coordenadora. Ainda estão em definição as datas para o início do programa.

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