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Não falando sério

João Baptista Galhardo

Reservo um espaço na quarta à noite para redigir esta crônica. Também não precisaria de muito tempo para escrever tantas tonterias, como se diz em espanhol. Nesta última fui jantar fora com minha mulher. No restaurante aproxima-se uma senhora, D. Didinha, bem humorada, perguntando-me sobre o assunto desta semana. Disse-lhe que pretendia escrever um artigo reflexivo, abordando uma mensagem de Madre Tereza de Calcutá. Pediu-me simpaticamente: “Não! Sério não. Conte casos alegres, hilários, burlescos para a gente rir. O Brasil está precisando de humor. Nem o que está passando na televisão sobre política é engraçado. É triste. Isto sim. Dá vontade de esconder jornais e revistas dos netos e proibi-los de assistir os péssimos exemplos informados pelos noticiários. “Falei : -está bem. Vou atender o pedido. Lembrei-me de alguns. Dizem que ocorreu no Rio de Janeiro: -Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informação sobre os pacientes. Queria saber se certa pessoa melhorou ou piorou. -Qual é o nome do paciente? Chama-se Francisco, o “seu Chiquinho”. Está no quarto 302. -Um momentinho. Vou transferir a ligação para a enfermagem.. – Bom dia, sou a enfermeira Maria de Lurdes. O que deseja? -Gostaria de saber sobre as condições clínicas do internado Francisco, o senhor Chiquinho do quarto 302, por favor! – Um minuto, vou localizar o médico de plantão. – Aqui é o Dr. Carlos, plantonista. Em que posso ajudar? Olá, Doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre a saúde de Francisco Barbosa. Está internado há três semanas no quarto 302. – Ok, minha senhora, vou consultar o prontuário do paciente.. Um instante só. Está aqui. Ele se alimentou bem hoje, pressão arterial e pulso estáveis, respondendo bem à medicação prescrita. Vai ser retirado o monitor cardíaco até amanhã. Se continuar bem, o médico responsável dá alta em três ou quatro dias. “Graças a Deus. São notícias maravilhosas! Que alegria!” – Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo. Certamente da família!? -Que família Doutor ? Família uma ova. Eu sou o Chiquinho do quarto 302, de onde estou falando. Meus filhos me deixaram aqui. Não voltaram nem pra visitar. Em todos esses dias é um entra e sai do meu quarto e ninguém diz porra nenhuma!…. E um garoto estava para fazer 7 anos, e a única palavra que ele falava era “truco”. Seus pais, preocupados, o levaram ao médico. O doutor perguntou ao garoto: – Olá, filho! Quantos anos você tem? -Truco! -Você sente alguma dor? -Truco!. O médico pensou, pensou.. Finalmente pegou um maço de baralho. Cortou, dividiu as cartas e disse : -Sua vez!. Comece! E o garoto retruca : “NOVE”. Os pais do menino ficaram maravilhados e foram cumprimentar o doutor: “parabéns, doutor.. Mas diga: o que é que ele tem? – Bom….responde o médico – para ele estar nessa confiança toda, deve ter no mínimo um ZAP! E o Senhor Manuel Joaquim Antunes, por ter inventado a água em pó, solúvel em água, adquiriu tanto prestígio que foi nomeado diplomata, representando o seu país na Inglaterra. Em Londres a rainha Elizabeth o convidou para dar uma volta pelas ruas da cidade na carruagem real. De repente, um dos cavalos, com flatulência, solta um tremendo pum. A rainha perde completamente o rebolado. Fica toda sem graça e diz: “Peço mil perdões, Mister Antunes… Não sei como isso pode acontecer. E o diplomata Manuel, todo gentil, cheio de boas maneiras: “Não há que se desculpar. Sinta-se à vontade Majestade… Eu até pensei que tivesse sido o cavalo!.

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