Gente, o Brasil está melhor hoje do que há 6 meses. Viva a crise! Os políticos estão abrindo o jogo e a sociedade participa, com a ampla lente democrática. Os parlamentares não conseguem esconder nada da imprensa que, com responsabilidade e criatividade, dá visibilidade aos fatos para cumprir o seu papel constitucional e social. A CPI começou, com a tentativa de ser abafada pelos governistas, mas, agora ninguém consegue segurá-la. Como vai acabar? É simples, da melhor forma: com a verdade límpida para análise do povo que é o gerador do poder transferido efemeramente aos agentes políticos.
Viva a democracia, viva essa maravilhosa crise que pode acabar com o “jeitinho brasileiro de levar vantagem em tudo”. É a chance ímpar de o país ser totalmente sério porque não existe meio crime, meia verdade, meio doente, meio honesto, meio leal e outros meios tipificados pelo Código Moral-Ético-Penal cristalizado pela população.
Obrigado ao deputado-cantor Roberto Jefferson que detonou a bomba da mentira e do faz-de-conta de nossa representação política. Somos gratos por ter, com sua confissão de co-autoria, permitido desabrochar o processo que desnuda os porões palacianos. Obrigado ao empresário da publicidade Marcos Valério de Souza que, ao ver as suas mentiras pulverizadas, procura o Judiciário para pedir socorro e se propõe a dizer tudo o que sabe. E pelo andar da carruagem sabe muito…e o povo precisa saber.
Obrigado aos parlamentares honestos e cumpridores de seus deveres, pois, o Brasil precisa mais do que nunca da transparência, impessoalidade e moralidade. Esse tripé não é para ficar nas páginas amareladas de uma constituição, mas, na mente e na ação de todos. Principalmente os que se colocam ao dispor do povo para ser votado e promete, com juramento solene, cumprir a sua missão.
O Brasil tem jeito e, como diz nosso Editorial, a começar pela mudança pessoal.
Uma palavrinha aos que estão estressados, achando que o amanhã é incerto e não sabido, que não existe futuro: nunca estivemos navegando em águas tão cristalinas e mansas. Bendita seja essa crise que pode lavar nosso solo com o sabão da decência.
Uma barreira, no entanto, precisa ser transposta com urgência: mesmo com o barco à deriva a base do governo tenta abafar algumas providências da CPI. Isso é péssimo e pode revoltar o eleitor que ainda crê na política representativa. Cuidado, muito cuidado porque não haverá segunda chance. (g.polezze)