Luigi Polezze
Uma mãe procurou o Jornal de Araraquara para relatar dificuldades enfrentadas ao utilizar o transporte público com o filho, de 5 anos. Segundo a denúncia, a criança apresenta características físicas que tornam difícil a passagem por cima ou por baixo da catraca convencional, fazendo com que o embarque pela porta dianteira seja constrangedor e pouco adequado.De acordo com a mãe, que é responsável pelos cuidados do filho e trabalha até as 17h, ela teria solicitado ao motorista que permitisse a entrada da criança pela porta central do ônibus ou a traseira, justamente para evitar que o menino precisasse se abaixar ou se arrastar pelo chão para passar pela catraca. A criança, por sua idade, não necessita pagar a tarifa de acordo com as políticas da própria Paraty.
Segundo o relato, o motorista teria se exaltado e informado que não seria permitido o embarque pela parte traseira do veículo, advertindo que a situação não deveria se repetir.
Paraty foi procurada pelo JA
Diante da reclamação, a família buscou inicialmente esclarecimentos junto à empresa responsável pelo transporte coletivo. Conforme informado à mãe, a utilização da porta traseira estaria destinada a passageiros que possuem direito à gratuidade, como idosos com 65 anos ou mais, sendo necessária a apresentação de documentação.
O Jornal de Araraquara também procurou a Paraty para esclarecer especificamente o caso. A empresa informou que, diante das características apresentadas, o procedimento adequado seria permitir que a criança embarcasse pela porta central do ônibus, e que os motoristas responsáveis seriam orientados sobre essa possibilidade.
Nova reclamação
Após o episódio, a mãe relatou ainda outra situação que considera preocupante. Segundo ela, o ônibus da linha Yolanda Opice, das 17h, identificado pelo número 765, teria passado a sair alguns minutos mais cedo do ponto habitual.
A mãe afirma que costuma deixar o trabalho por volta das 17h e que anteriormente conseguia embarcar no coletivo, chegando a sair um ou dois minutos antes do horário. Após a reclamação, entretanto, o veículo teria antecipado novamente a saída, fazendo com que ela perdesse o ônibus e precisasse aguardar o próximo, próximo das 18h.
A moradora suspeita que a alteração possa estar relacionada às reclamações apresentadas, mas não há, até o momento, confirmação de que exista qualquer relação entre os fatos.
Um caso que pede empatia
O episódio chama atenção para a necessidade de maior comunicação entre usuários, motoristas e empresa de transporte. Situações que envolvem crianças ou passageiros com necessidades específicas exigem atenção e bom senso, especialmente quando uma adaptação simples pode evitar constrangimentos e facilitar o acesso ao serviço público.
No caso relatado, a própria empresa reconheceu ao JA que o embarque pela porta central seria adequado à situação apresentada.
O Jornal de Araraquara continuará acompanhando o caso e dará espaço para novos esclarecimentos da empresa, caso sejam apresentados.