No Dia mundial da audição (03.03), especialista explica como o uso inadequado de fones pode causar danos irreversíveis e dá orientações para prevenção.
O uso de fones de ouvido por longos períodos, muitas vezes em volume elevado, tem acendido um alerta entre especialistas em saúde auditiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050 cerca de 2,5 bilhões de pessoas poderão apresentar algum grau de deficiência auditiva, e mais de 700 milhões precisarão de reabilitação. O dado se torna ainda mais preocupante quando se observa a população jovem. A própria OMS estima que mais de 1 bilhão de jovens estejam em risco de desenvolver perda auditiva devido à exposição prolongada a sons altos, especialmente pelo uso frequente de fones de ouvido, um hábito cada vez mais presente na rotina digital.
Para reduzir os riscos, protocolos internacionais recomendam não ultrapassar 80 decibéis (dB) por mais de duas horas diárias, além de realizar pausas a cada 30 minutos de uso contínuo. O problema é que muitos usuários desconhecem esses limites ou não percebem quando os ultrapassam.
A perda auditiva induzida por ruído é silenciosa e progressiva. Sem causar dor imediata, pode se instalar aos poucos e só ser percebida quando surgem sinais como dificuldade para compreender conversas, necessidade de aumentar constantemente o volume da TV ou presença de zumbido, momento em que o dano já pode estar instalado.
Segundo o professor de otorrinolaringologia Dr. Alexandre Martins, da Afya Centro Universitário Itaperuna, o principal risco está na combinação entre intensidade e tempo de exposição. Sons elevados por períodos prolongados podem danificar de forma irreversível as células ciliadas do ouvido interno, que não se regeneram. “Em ambientes barulhentos, como transporte público ou academias, é comum elevar o volume acima de 90 ou até 100 decibéis, níveis capazes de causar lesões em poucos minutos. Além da perda auditiva, o uso inadequado de fones pode provocar zumbido, sensação de ouvido abafado e dificuldade de concentração, especialmente entre jovens, que costumam utilizar esses dispositivos por várias horas ao dia”.
Para o Dr. Alexandre, a prevenção é simples, mas exige conscientização. “Não se trata de demonizar os fones de ouvido, mas de aprender a utilizá-los com segurança. Pequenas mudanças de hábito fazem grande diferença ao longo da vida”, ressalta.
Como usar fones de forma mais segura:
- Respeite o limite de volume: mantenha o som em até 60% da capacidade máxima do aparelho.
- Siga a regra dos 80 dB: evite ultrapassar esse nível por mais de duas horas ao dia.
- Faça pausas regulares: interrompa o uso a cada 30 minutos para dar descanso às células auditivas.
- Prefira fones com cancelamento de ruído: eles reduzem a necessidade de aumentar o volume em ambientes barulhentos.
- Evite dormir com fones ligados: a exposição prolongada durante o sono pode ultrapassar limites seguros sem que você perceba.
- Fique atento aos sinais de alerta: zumbido, sensação de ouvido abafado ou dificuldade para entender conversas podem indicar sobrecarga auditiva.
- Realize avaliação auditiva periódica: especialmente se você utiliza fones diariamente há muitos anos.
“O cuidado com a audição deve começar cedo. A perda auditiva induzida por ruído é evitável, mas, uma vez instalada, costuma ser permanente”, conclui o especialista.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.