Uma mulher conectada com o mundo

Melissa Garibaldi, proprietária de uma escola de idiomas, fala sobre sua experiência como professora de Inglês e Espanhol, sua maneira de trabalhar e a importância de manter bons relacionamentos com alunos, amigos e profissionais da área.

Indicada por Sarah Coelho Silva, Melissa é o destaque da semana em Gente.

JA -Quais as vantagens da Oficina de Tradução?

MG – A Oficina oferece um tratamento personalizado, individual, totalmente voltado às necessidades do aluno. Com isso, o aprendizado é garantido e mais rápido, uma vez que todas as dificuldades são detectadas e sanadas.

JA – Como são programadas as aulas?

MG – As aulas são programadas a partir de uma entrevista e, dependendo do caso e da meta, são adotados materiais ou não. Caso o aluno prefira há também a possibilidade de trabalhar com vários materiais de uma só vez, montando seu próprio método. Todas as aulas são áudio-visuais, independente do nível do aluno.

JA – Quais os recursos de sua escola?

MG – Atualmente, a Oficina conta com quatro salas de aula, todas equipadas com TV, vídeo ou DVD, ar condicionado e toca-fitas ou CD.

JA – Como vencer a competitividade levando em consideração os sistemas de convênios?

MG – Quando um aluno procura um serviço personalizado, ele já tem em mente que será um serviço um pouco mais caro do que os convencionais, mas, em compensação, seu período de permanência será menor. Não acredito que eu esteja disputando com ninguém. Creio que há espaço para todos, basta sermos profissionais.

JA – Conte-nos como surgiu a Oficina de Tradução.

MG – Em 1996, eu comecei a trabalhar com uma inglesa chamada Isa Thomas. Ela dava aulas em casa e eu acabava de voltar dos Estados Unidos, onde tinha ficado um ano e três meses fazendo intercâmbio cultural custeado pelo Rotary Club. Não queria perder meu contato com a língüa. Eu ainda não sabia que passaria no vestibular no ano seguinte. Então, comecei a trabalhar na casa dessa inglesa e, seis meses depois, ela foi morar em Santos. Tive que assumir todos os alunos. Decidi “roubar” o escritório do meu pai para que pudesse trabalhar. Daí surgiu a idéia de construir um lugar apropriado para o ensino de línguas. Um ano mais tarde, o prédio estava pronto e eu precisava de um nome para registrar na prefeitura. Como sou formada em Tradução e na faculdade havia uma “oficina de prestação de serviços como estágio”, surgiu a Oficina de Tradução.

JA – Que dificuldades encontrou no começo?

MG – Acredito que como acontece com todos que estão começando, a maior dificuldade é conseguir dinheiro para comprar todos os equipamentos e deixar a escola bonita e adequada. O restante vem com o tempo, com a dedicação e o amor ao trabalho desenvolvido.

JA – De que maneira avalia a necessidade do aluno?

MG – Primeiro efetuamos uma entrevista para saber exatamente quais são as expectativas do aluno, que tipo de curso ele pretende fazer, quais são seus objetivos e que tipo de material deveria ser adotado em seu caso. Depois, juntos, avaliamos quantas horas serão necessárias para conseguir o resultado esperado. Finalmente acertamos datas e preços.

JA – Quais as vantagens de viajar para os Estados Unidos quando a pessoa quer aprender inglês?

MG – O que acho interessante é o intercâmbio cultural. Digo em todos os sentidos: costumes, comidas, horários, valores… Eles têm valores muito diferentes dos nossos. Admiro seu patriotismo e sua perseverança. Acredito que se nós, brasileiros, amássemos um pouco mais a nossa pátria, talvez os políticos não nos fizessem tanto de palhaços e roubassem tanto às nossas vistas. Por outro lado, aprendi que nós somos mais humanos e damos mais importância às nossas famílias e amigos. Talvez essa seja a principal diferença.

JA – Enfrentou dificuldades nos Estados Unidos? Quais?

MG – No começo, tive problemas com a língüa. Todos falam muito rápido. Depois de três meses já estava tudo normalizado. Eu, particularmente, não tive grandes problemas uma vez que sou uma pessoa muito simples e não tenho grandes “frescuras”. Me adapto facilmente à qualquer ambiente.

JA – Como a escola pode contribuir às viagens?

MG – Ela tem obrigação de colocar o aluno em contato com situações reais. Contar para ele como as coisas realmente funcionam, preparando-o para vivenciar aquela realidade. Trocamos experiências e tentamos responder o máximo de perguntas e curiosidades que possam existir.

JA – Viajar ajuda mesmo no aprimoramento da conversação?

MG – Sem sombra de dúvidas. Por mais que você estude aqui, a viagem nos dá uma experiência de vida inédita e que nenhum, livro pode nos dar. Eu aconselho que viajem para os Estados Unidos pelo menos uma vez. Nem que seja para Disney, que eu amo.

JA – Qual o perfil de um bom profissional?

MG – Avaliamos um bom profissional pelo grau de instrução que ele possui e pelo desempenho em sala de aula. É nítida a diferença entre a pessoa que sabe o que está falando e outra que dá aulas para complementar o salário.

JA – Livros que indicaria.

MG – Gosto muito dos títulos de Oscar Wilde, um excelente escritor americano; e livros de auto-ajuda, como Quem mexeu no meu queijo?, O maior vendedor da Terra e De que cor é o seu pára-quedas?, entre outros.

JA – Como curte os momentos de lazer?

MG – Como sou muito ativa, sempre estou praticando algum esporte, nas minhas horas vagas, ou lendo ou andando de moto. Meu marido e eu somos motoqueiros!

JA – Momentos de reflexão

MG – Sou uma pessoa religiosa. Acredito plenamente em Deus e em todas as coisas que ele tem me dado. Atualmente não sigo uma religião. Se estou com vontade de rezar ou agradecer alguma graça alcançada, entro em uma igreja.

JA – Mensagem

MG – Faça pelo outros o que você gostaria que as pessoas fizessem por você. Seja humilde. A humildade vence qualquer inimigo, e, no fim, você atinge o seu objetivo.

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