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TV: Ana Cláudia sugere

A presidente do Fundo Social de Santa Lúcia, como o prefeito tem defendido e trabalhado para cumprir sua palavra, entende que a Educação é base de um futuro melhor. Para tanto, desde pequenas essas crianças precisam ser acolhidas num bom ambiente, por exemplo sem os efeitos da televisão. Para tanto, Ana Cláudia destaca texto da psicóloga-mestre Ana Cristina Alves Lima que é docente da Uniara.

A mestre adverte que a televisão ligada pode interferir no desenvolvimento da criança, mesmo que ela não esteja assistindo. Ana Cristina afirma que desde cedo a criança tem de lidar com os estímulos externos, que vão sendo interpretados à medida que ela consegue captá-los, e essa capacidade de percebê-los aumenta conforme o seu desenvolvimento. Para interpretá-los, os pequenos dependem do desenvolvimento de outras faculdades mentais, como a linguagem e a memória.

"Pensando que a criança está numa brincadeira desenvolvendo um raciocínio em relação a essa atividade, tanto a televisão quanto um rádio podem desviar sua atenção e fazer com que ela faça o movimento de retornar à atividade, muitas vezes não lembrando onde parou. Até porque, como ela não está com a capacidade de pensamento completamente desenvolvida e se encontra na fase de treinar a maneira com a qual vai resolver os problemas que aparecem, para assim definir seu estilo cognitivo de aprendizagem", diz.

TV atrapalha

Até mesmo quando a criança não está brincando, afinal de contas ela deve praticar esportes, passear, enfim fazer qualquer outra coisa que não seja ver TV. Além de dificultar o desenvolvimento das crianças, o uso da televisão deve ser supervisionado pelos adultos. Diz a psicóloga:

"Os pais precisam aprender a ser críticos, saber identificar o que é adequado ou não para os filhos, para poder orientá-los".

O tempo em que os pequenos ficam em frente à televisão deve ser acompanho pelos pais ou responsáveis, porque até os 5 ou 6 anos eles ainda confundem realidade com fantasia.

"É importante que o adulto questione o que a criança entendeu do programa ou do desenho e tente ajudá-la a perceber significado real.

Cuidado com

Equilíbrio

Não se deve sair por aí quebrando a fantasia das crianças, mas, ajudando a entender o mundo real, fazendo com que elas externalizem seus sentimentos, seus medos gerados pelo que foi visto na TV", explica a professora Ana Cristina.

Em relação à programação adequada, a psicóloga enfatiza: NOVELAS, NEM PENSAR. Ela orienta que os adultos coloquem um DVD de filme infantil para a criança antes de dormir.

A psicóloga ressalta que os pais precisam se sacrificar um pouco mais. Por exemplo, se há uma única televisão, eles devem colocar o filme para o filho e, quando ele pegar no sono, voltar à programação para adultos. Ou, melhor ainda, que alguém se disponha a contar histórias sem que a criança precise ver TV. "É preciso a participação e a orientação dos pais. O adulto é o parâmetro de limite da criança, é o modelo", esclarece.

Obesidade

Outro fator perigoso decorrente da fixação dos pequenos pela televisão é a obesidade. Ana Cristina lembra que os hábitos alimentares também sofrem interferência do aparelho televisivo.

Quem se alimenta em frente à TV não percebe o quê e a quantidade do que come.

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