Traição: diminui a polêmica neste milênio

Marilene Volpatti

Ela desperta raiva e medo ao mesmo tempo. Mas, também, pode ser a chance de um recomeço com novos valores.

A infidelidade está ao alcance de todos. Como coçar, é só começar.

Para quem está envolvido no jogo do amor, é também, uma fonte de suspeitas.

A reação varia de pessoa para pessoa. Uns se enfurecem e choram, outros se conformam rapidamente, dando o troco.

A traição se tornou tão comum que não existe pessoa que não conheça alguém que não foi traído, ou que já não traiu.

Feminina

No final deste milênio a infidelidade não depende mais do sexo. Por muito tempo nossa cultura fechou os olhos para as “traições” masculinas, praticamente as liberou. Mas, as mulheres que sempre tiveram tendência para relações platônicas estão, cada dia mais, trocando a “viagem ilusionária” pela prática.

A infidelidade feminina é tão freqüente quanto a masculina, a única diferença é que a mulher é mais discreta e dificilmente se deixa pegar com a boca na botija.

Ela age com a emoção, não se envolve com qualquer um. Na maioria das vezes, só trai quando se apaixona. Sendo assim, planeja suas “escapadelas” minuciosamente: prepara o terreno, disfarça muito bem suas saídas, procura não deixar rastros que dificultam em muito o trabalho de um flagrante. Deixa os detetives da área de cabelo em pé.

Evidentemente também existem mulheres que traem somente pelo desejo de trair. Mas, em número menor que do masculino.

Emoções

Existem pessoas que são compulsivas ao jogo do perigo, adoram correr riscos. A infidelidade seria uma maneira de provar para si mesmos que nunca serão pegos, mas, a possibilidade ainda que remota de um flagrante as excita por demais. Gostam dessa adrenalina pura, ao mesmo tempo em que testam seus próprios limites.

Existem outras versões para esse tipo de pessoas. Uma delas pode ser a forma de minimizar a angústia de ser incompleto. Elas têm consigo a sensação de que falta algo em sua vida. Para essas pessoas a conquista é como se fosse um remédio, uma droga, não dá para ficar sem. Existe ainda a incapacidade grande do traidor lidar com suas próprias frustrações. Seu par afetivo não consegue satisfazê-la totalmente, então busca um outro alguém na esperança da complementação. Na realidade essa busca não passa de uma ilusão, pois, ninguém consegue completar totalmente a outra.

Existe tratamento especializado para esse distúrbio de causas psicológicas muito profundas.

Conquistador

Que mulher não conhece um conquistador barato? É aquele que utiliza a sedução como forma de conseguir um novo troféu para sua galeria. Costuma trair por insegurança. É semelhante ao indivíduo que tem compulsão pela mentira. Para o mentiroso crônico, a infidelidade é apenas um meio de atingir seu verdadeiro prazer: enganar e iludir.

Logicamente a traição pode ser acidental. Encontros inesperados e arrebatadores acontecem devido a um desejo sexual insatisfeito. Mesmo que o conquistador não esteja disponível para um envolvimento amoroso, e mesmo que não queira, ele está sujeito a “cair na tentação”. Se vai durar ou não a nova relação, é imprevisível. Vai depender da intensidade dos sentimentos envolvidos.

Vingança

Traição provoca raiva e ódio, por causa da humilhação sofrida. De agredida a pessoa passa à agressora. Ela programa uma traição a seu parceiro e a executa dando o troco na mesma moeda.

Toda traição envolve um mecanismo de poder e desejo. Ambos os sexos adoram a sensação de ser capaz de executar o ato. É um sentimento de plenitude. E existe o desejo forte de experimentar o diferente, o proibido.

A curiosidade é um dos grandes fatores que acaba levando o parceiro à infidelidade: “será que com outra pessoa é diferente?”, é a pergunta normal.

Reconstrução

A descoberta de uma traição é um momento de crise que deve ser aproveitado pelos parceiros. Se esta verdadeira “enxurrada” (furacão traição) for bem trabalhada, retalhada e analisada, o casal poderá criar uma nova fórmula muito mais rica em sua relação. Para tanto, é necessário que ambos estejam disponíveis para reconstruir, não basta só um querer.

A primeira coisa a fazer é se perguntar: “O que faltou em mim que levou meu parceiro a trair, ou me levou a traí-lo?” Tentar descobrir em seguida, o que aconteceu e quais as verdadeiras causas dessa fraqueza. A partir desse questionamento é que as arestas poderão ser aparadas de maneira eficiente. A traição, quando entendida, pode resultar em soluções felizes, para ambos.

Serviço

Consultoria: Drª Tereza P. Mendes – Psicoterapeuta Corporal – Fone:- 236.9225.

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