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Sorrir prolonga a vida

João Baptista Galhardo

Há inúmeros dispositivos legais impondo tratamento respeitoso aos idosos. Nada mais do que justo. Mas é bom lembrar que todos merecem respeito independentemente da idade. Respeito é bom e todos gostam. Jovens e velhos. Tratamento diferenciado não se confunde com o respeito social e ou familiar que é outra coisa. A idade não se conta pelo número de anos vividos. Nem pela quantidade de cabelos brancos, mas sim pela juventude conservada ou precedida. “Aos quarenta anos o homem vive a velhice da juventude e aos cinqüenta a juventude da velhice”. O sexagenário, idoso por lei, não reivindica, simplesmente por isso, o respeito. Nem a idade, em regra, lhe muda o caráter. O canalha, o estuprador, o ladrão, o mentiroso, o corrupto, o estelionatário, o assassino, o traficante, o seqüestrador e outros marginais também envelhecem. É ilusão acreditar que um jovem venha admirar e respeitar um idoso simplesmente por exigência legal, se ele não fez por merecer esse respeito no curso de sua vida. Seria mais questão de educação do que de legislação. Sobejam recomendações quanto a forma preferencial de tratar o idoso. Uma super proteção, pelo menos teórica, que chega a discriminá-lo, contrariando a vontade do legislador. Criou-se um inconsciente coletivo, causando ao homem um perceptível prejuízo psicossomático. Sendo ele o que ele pensa e acredita que é, passa a se considerar, na realidade, aos sessenta anos, um velho a reivindicar, com todo vigor que ainda mantém oculto, direitos previstos na legislação, nem sempre alcançados, sentenciando-se como acabado.

Não há dúvida de que o idoso precisa de amparo à saúde, assistência médica, lazer, etc. Principalmente os desvalidos. E os outros? Não? O Estado tem a obrigação, pelo que arrecada e em cumprimento aos preceitos constitucionais, de cuidar dos seus cidadãos. Do nascimento à morte. Porém, insisto. Assistência e consideração não se confundem com o respeito sempre esperado da sociedade e da família. Que todos velhinhos são bons, é mito. Como diz Lya Luft: “nem todo velho é bom só por ser velho. Ao contrário, se não acumularmos bom humor, autocrítica, certa generosidade e cultivo de afetos vários, seremos velhos rabugentos que afastam família e amigos. Nem sempre o velho ou a velha estão isolados porque os filhos não prestam ou a vida foi injusta. Muitas vezes se tornaram tão ressentidos de alma, tão ralos de emoções, tão pobres de generosidade e de alegria que espalham ao seu redor uma atmosfera gélida, a espantar os outros”. Idoso por ter 60 anos? Escambau. Acredite quem quiser acreditar e será realmente um velho. O homem tem a idade do seu sorriso.

Sorrir traz felicidade e prolonga a vida. Respeito e estima não se impõem por lei. Recomendável e conveniente é a convivência, alegre e saudável, entre jovens e velhos num clima de amizade, de solidariedade, atenção, consideração e uma boa pitada de hilaridade. O bom humor, a risada e a alegria são os principais responsáveis pela interação entre pessoas de todas as idades. É da brincadeira sadia que nasce o bom e o duradouro relacionamento. Um velhinho foi ao médico e para ele se queixou que por ocasião de sua segunda relação sexual sentia muito frio, principalmente nos pés, ao contrário da primeira quando suava muito de calor. O médico, admirado, pediu mais detalhes, inclusive sobre o intervalo entre uma e outra. E o velho respondeu: “a primeira é no verão, em janeiro, e a segunda é em julho, no inverno “. Num hospital, sala cheia, uma recepcionista dona da verdade, faz a ficha de um velhinho: – qual seu problema? E o idoso apontou para baixo, dizendo que era com o seu bilao. A moça irritada: – “guarde suas confidências para o médico. Quando for chamado para entrar, diga que o problema é com qualquer outra parte do corpo”. Na sua vez, a mesma atendente, para o mesmo velhinho anteriormente advertido: qual o seu problema mesmo? Ele diz: “é com minha orelha”. A moça, contente por ter ele atendido a sua recomendação, perguntou: – o que acontece com sua orelha? – É que eu não consigo mijar… E outro velhinho sentado no banco de uma praça, encara um punk, ao seu lado, com os cabelos engomados e pintados de azul, vermelho, verde e branco. O jovem pergunta: – qualé coroa? Não fez nenhuma extravagância quando era moço? – Fiz sim. Respondeu o velho. – Uma vez transei com uma arara e eu estava olhando para ver se você não é meu filho.

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