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Redes Sociais: uma falsa liberdade

Texto: Tenente Dirceu C. Gonçalves

“Surgidas com a imagem de território livre – aquele onde tudo pode – as redes sociais impuseram sua presença no espectro antes ocupado com exclusividade pelos jornais, revistas, rádio e televisão. Diz-se que somente o maior dos sítios de procura fatura no Brasil mais do que o conjunto midiático. Desde o começo, governos e segmentos políticos tentaram criar formas de controle da rede, mas isso foi classificado como censura. Aos poucos, os segmentos políticos foram aprendendo a fazer campanha pela rede.

Num fenômeno mundial, as redes sociais tornaram-se ambiente de extremada militância política, social e de costumes.

Encontra-se de tudo nas redes. O que era o suposto território livre, passou a sofrer restrições dos operadores. Aquilo que postamos na rede passa pelo crivo tecnológico de algoritmos sendo entregue apenas a segmentos. Isso é uma forma de censura que, repetimos, no Brasil é inconstitucional. A Primavera Árabe, que trouxe instabilidade política e social e até revoluções em países do Oriente Médio e do norte da África, teve a mobilização popular através das redes sociais e o mesmo ocorre na Europa e Estados Unidos. A campanha presidencial americana do ano passado teve excessos na rede e terminou com o banimento do ex-presidente Donald Trump das diferentes aplicações. No Brasil temos até um inquérito de "atos antidemocráticos" em curso no Supremo Tribunal Federal.

O presidente da República reclama de censura de suas publicações, pelas operadoras.

Os controladores têm de ser submetidos ao mesmo regime que pesa sobre os detentores de jornais, revistas, rádios e TVs assumindo responsabilidade pelo material veiculado. Mas as nações e, especialmente, suas sociedades têm de criar mecanismos para evitar que o uso predatório das novas ferramentas promova desequilíbrio. Em vez de criticar governos que controlam a rede, nós, brasileiros, deveríamos nos ocupar da criação de normas para seus operadores seguirem sem ferir legislação, costumes e, principalmente, os interesses maiores da comunidade. Não queremos a censura prévia, mas também não podemos continuar assistindo ao debate bestial e destrutivo que se verifica no âmbito das redes sociais. Ninguém pode ter liberdade para desmerecer, agredir, menosprezar e prejudicar seus opositores ou desafetos sem que isso lhes renda as devidas reprimendas.

(*) Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo. aspomilpm@terra.com.br

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