A psicanalista e autora Fabíola da Rocha Marques desenvolveu uma nova formulação teórica intitulada Teoria Freudo-Clariceana do Inconsciente – uma Psicanálise do Indizível, que propõe uma ampliação da escuta clínica para além da palavra falada.
Inspirada na psicanálise de Sigmund Freud e na escrita introspectiva de Clarice Lispector, a teoria parte do princípio de que nem tudo no inconsciente pode ser plenamente verbalizado. Silêncios, manifestações corporais, afetos intensos e experiências que escapam à linguagem também constituem formas legítimas de expressão psíquica.
Diferentemente de abordagens que tratam o indizível apenas como limite ou falha da linguagem, a teoria propõe o indizível como campo central da escuta psicanalítica, abrindo novas possibilidades de compreensão do sofrimento humano, especialmente em experiências de angústia, trauma e subjetividade profunda.
A autora está em processo de registro e sistematização da teoria e pretende contribuir com o debate contemporâneo entre psicanálise, linguagem e subjetividade, reforçando o diálogo entre clínica e literatura.

