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Presidente do CEDEFACE defende continuidade de serviços e reunião marcada definirá o destino do espaço

Foi marcada para essa quarta-feira (18) uma reunião na prefeitura, entre Executivo e Legislativo, para determinar o destino do CEDEFACE.

Em entrevista concedida ao Jornal de Araraquara, o presidente do CEDEFACE, Thiago Eiras Dela Coleta, comentou o atual cenário envolvendo a instituição e o funcionamento do Hospital de Olhos do Interior.

Segundo ele, o CEDEFACE acumula mais de três décadas de atuação, com reconhecimento em âmbito nacional. “São 32 anos de serviço, com prêmios do SUS e reconhecimento de diferentes ministros da Saúde. Sempre buscamos oferecer um atendimento de excelência à população”, afirmou.

Sobre o impasse administrativo envolvendo o funcionamento do hospital, o presidente afirmou que, após consulta ao Ministério Público, foi apontada a possibilidade de um erro meramente formal. “Foi nos informado que pode ter havido uma falha administrativa, algo simples de resolver, como uma assinatura ou ajuste documental. Não há ilegalidade”, explicou.

Thiago também destacou que eventuais mudanças estruturais ou administrativas podem trazer riscos ao funcionamento dos serviços. Segundo ele, há preocupação com possíveis prejuízos financeiros e assistenciais. “Qualquer decisão precipitada pode gerar custos ao poder público e comprometer o atendimento. No fim, quem perde é a população” alertou, pois caso a prefeitura tomasse o imóvel, haveria de restituir os investimentos particulares que lá foram feitos.

Outro ponto abordado foi a relação entre CEDEFACE, Santa Casa e Prefeitura. De acordo com o presidente, não há irregularidades nos repasses financeiros mencionados. Ele esclareceu que o valor relacionado ao uso do espaço faz parte de um acordo entre instituições e que os recursos são revertidos para a manutenção dos serviços prestados. “Tudo é aplicado no próprio funcionamento da entidade, que também arca com encargos e tributos”, afirmou.

O dirigente ainda reforçou que a estrutura foi construída com recursos privados e apoio da população, o que, segundo ele, aumenta a responsabilidade de do serviço. “Foi um espaço construído com doações. A população ajudou a criar e agora espera que ele continue funcionando”, pontuou. Ainda diz como que a mera concessão do espaço traria uma grande insegurança para organização, levando em consideração o investimento já feito.

Por fim, Thiago defendeu que o caminho mais adequado é o diálogo e o aprimoramento do que já está em funcionamento. “Temos serviços que são referência. O ideal é ampliar, melhorar e garantir segurança jurídica, não interromper ou fragilizar o que já atende bem a população”, concluiu.

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